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Alerta Vermelho | Crítica: Longa de ação apenas diverte por conta de seus protagonistas conhecidos

E quem diria que Alerta Vermelho (Red Notice, 2021) seria tão fiel ao seu título. A Universal Pictures notou primeiro isso, afinal, iria distribuir o longa nos cinemas num primeiro momento até que viu o grande alerta vermelho, o de prejuízo, que o longa do diretor Rawson Marshall Thurber iria dar para eles.

Nisso entra a Netflix, salpica dinheiro ali na produção, dinheiro para os acordos para os atores e voilà! temos o filme mais caro da história do streaming. Até então. Mas a Netflix tem dinheiro, então acho que ela consegue segurar a bronca e afinal, o longa parece que vai se dar bem na plataforma. Afinal, além de ser uma mega produção de ação global, com cenas que se passam em diversos países do mundo, Alerta Vermelho tem três dos mais bem pagos, no auge de suas carreiras, e cheio de fãs. Eles são os atores de Hollywood do momento: Dwayne Johnson, o The Rock, Gal Gadot e Ryan Reynolds. 

Dos três, The Rock e Ryan Reynolds lançaram outros filmes em 2021, o que faz de Alerta Vermelho suas segundas chances no ano em grandes produções.Mas chega de papo e da  introdução né querido leitor? Vocês querem saber se vale a pena dar play em Alerta Vermelho na Netflix no dia 12, não é? Absolutamente que sim. Alerta Vermelho faz um bom filme de ação, sem dúvidas nenhuma.

Dwayne Johnson, o The Rock, Gal Gadot e Ryan Reynolds em cena de Alerta Vermelho
Foto: Netflix/Reprodução

A produção da Netflix é extremamente genérica em sua proposta, parece que saiu de um filme dos anos 90 do gênero, e digo mais, como filme de assalto particularmente acho que só funciona mesmo por conta dos protagonistas, que sim estão, muito bem obrigado, e aqui muito carismáticos e entregam seu melhor jogo. Mas também pelo valor que eles ganharam… reportes de na casa de US $20 milhões cada um.

Como falei, o trio está bem, foram muito bem escalados, mas Alerta Vermelho nunca parece sair da linha e entrega uma produção bem quadradinha para o que se espera de um longa do gênero. Temos artefatos antigos, aqui em Alerta Vermelho, são os três ovos da Rainha do Egito Cleópatra, sendo que um deles desapareceu há vários anos, golpistas de artes em busca de faturar um dinheirão, e agências governamentais com tecnologia de ponta para achar qualquer um em qual parte do globo. E claro, reviravoltas. O que seriam esses filmes sem aquela virada no roteiro, não é mesmo? E Thurber garante que elas acontecem sim.

No melhor estilo A Lenda do Tesouro Perdido (2004) e a franquia Indiana Jones, Alerta Vermelho condensa tudo isso em sua trama e coloca o agente do FBI especialista em fazer perfis de criminosos John (The Rock, sempre carismático) em busca do criminoso Nolan Booth (Reynolds, um pouco mais canastrão do que o habitual). Só que John é incriminado por um dos roubos e agora é ele que está na mira do governo, especificamente a agente da Interpol, a Inspetora Das (Ritu Arya).

Agora John precisa se unir com Nolan para encontrar todos os ovos e limpar seu nome. Não vai ser uma tarefa fácil, afinal, boa parte dos criminosos estão em busca dos artefatos e do dinheiro que vem com eles. E no mundo da arte, e no submundo do crime também, temos a figura do The Bishop (Gal Gadot, o grande destaque) que parece ser ao mesmo tempo aliada e também uma concorrente de peso.  A busca pelo terceiro artefato da rainha do Egito coloca esses três personagens em uma aventura por todo mundo, mesmo que segundo informações o longa foi gravado boa parte em estúdio por conta do covid-19. Quem vai conseguir colocar as mãos em todas a três jóias da antiga monarca primeiro?

Gal Gadot em cena de Alerta Vermelho
Foto: Netflix/Reprodução

Isso é o que o Alerta Vermelho se propõe em suas quase 2 horas na medida que ovos falsos, e verdadeiros, passam de mão em mão no filme, e são o objeto de cobiça para um bilionário que os quer a todo custo. E na medida que o filme passa pela Europa, para uma prisão russa no meio do nada, e para a casa de um vilão genérico que poderia ser uma cópia sem graça de qualquer um da franquia 007, aqui interpretado por Chris Diamantopoulos,  o roteiro de Thurber tenta costurar essa história com Reynolds e The Rock trocando insultos uns com os outros e piadas de gosto duvidosos entre sequências de perseguições e explosões. Típico dos dois.

 A dupla realmente tem uma boa interação em tela, mas tudo soa em Alerta Vermelho tão datado, tão “já vimos isso antes” que realmente demora para empolgar com a dupla e com o que eles querem contar com o filme. Já Gadot ganha mais destaque quando história já está com o filme em sua segunda hora, mais ou menos, mas como falamos, realmente é o nome dos três que mais chama atenção. A atriz está extremamente engraçada e confortável com o papel dessa figura misteriosa que parece sempre estar um passo à frente da dupla pela busca ao ovo. Em Alerta Vermelho, a atriz desaparece da sua aura Mulher Maravilha e aqui consegue brincar com as nuances e a vilania que sua personagem precisa entregar no longa.

No meio de uma luta em uma sala cheia de artefatos ruins, e com as sombras dos alarmes de segurança num tom avermelhado, Alerta Vermelho entrega aquilo que é esperado do filme com essa temática.

No meio de uma luta em uma sala cheia de artefatos ruins, e com as sombras dos alarmes de segurança num tom avermelhado, Alerta Vermelho entrega aquilo que é esperado do filme com essa temática. Talvez pelos nomes envolvidos e por tudo que falamos no começo, fosse esperado alguma coisa a mais, alguma coisa mais ousada e fora do comum. Mas parece que nem mesmo a Netflix queria sair no vermelho com esse e apostou no seguro, onde Alerta Vermelho claramente deverá  explodir na métrica de audiência da plataforma.

Avaliação: 2.5 de 5.

Alerta Vermelho chega na Netflix em 12 de novembro.