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43ª Mostra SP | Cicatrizes – Resenha

Cicatrizes, filme sérvio que fez sua estreia no Festival de Berlin de 2019.

Sinopse:

No filme, inspirado em fatos e ambientado na Belgrado dos dias atuais, acompanhamos a história de uma mulher que acredita piamente que, há 18 anos, seu filho recém-nascido foi roubado, ao contrário da versão que contaram a ela na época, de que o bebê havia morrido. De forma obsessiva e persistente, ela luta contra a polícia, a burocracia do hospital e até mesmo contra a própria família para descobrir a verdade.

O que achamos:

Um dos filmes obrigatórios da Mostra Sp, uma descoberta e tanta no meio da extensa lista de filmes que a edição 2019 nos entregou. Intenso e muito bem atuado, Cicatrizes nos apresenta uma história instigante e completamente angustiante sobre perdas, luto, e família.

Antes de mais nada, o roteiro de Elma Tataragic brinca a todo momento com o espectador sobre uma possível verdade sobre as questões que o filme se apresenta, e a protagonista busca incansavelmente ao longo dele. Será que o jovem é filho dela, ou apenas, um fruto de uma mente já cansada por anos de sofrimento?

Cicatrizes aborda em sua historia o amor maternal e o extinto de sobrevivência que Anna (Snezana Bogdanovic, ótima) desenvolve ao longo de tantas décadas após o desaparecimento de seu filho. A produção entra num espiral de obsessões, busca de respostas que nos levam a mais perguntas, até chegar numa encruzilhada de E SE?… realmente triste e de partir o coração. Assim, Anna se abraça em lembranças e num coração cansado de sofrer para nós conduzir sequências de investigação. Cicatrizes deixa o espectador, a todo momento, na ponta da cadeira, onde jornada de desvendar a investigação é muito mais intensa do que a resposta propriamente dita.

Nota do Crítico:

Cicatrizes não tem previsão de estreia no circuito.

Filme visto na 43ª Mostra Internacional de São Paulo

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