X-Men: Fênix Negra | Crítica

Apostando nos atores e no carisma de seus personagens, X-Men: Fênix Negra (X-Men: Dark Phoenix, 2019) chega aos cinemas trazendo uma nova visão para uma das maiores sagas dos mutantes da Marvel, mas o problema é que chega com um gostinho de coisa requentada e sem novidades. O roteiro, produção e direção é de Simon Kinberg, e nisso longa não empolga e traz diversas tramas de X-Men: O Confronto Final (X-Men: The Last Stand, 2006), que também tem roteiro de Kinberg ao lado de Zak Penn.

A cena inicial busca mostrar a grandiosidade dos poderes de Jean Grey (Summer Fontana), que acaba matando os pais e Charles Xavier (James McAvoy) precisa “prender” sua mente par evitar traumas, o que claramente nos remete ao drama principal do longa de 2006, e nesse ponto incluímos a cena de ação no bairro de Jean, que traz uma morte forte, e que muda o time.

Charles passa o filme mostrando que os mutantes são amigos, colocando a equipe em risco para mostrar o valor de ser herói e fazer os humanos contarem com eles, só que Raven (Jennifer Lawrence) é contra isso, pois ele coloca seus alunos e a escola em riscos cada vez maiores para se provarem úteis. É durante uma das discussões que Raven desperta seu ódio e fala que os X-Men deveriam ser X-Women, pois é sempre as mulheres que tiram Xavier e os outros do perigo.

Quando a entidade, que parecia uma explosão solar, é absorvida por Jean, um império alienígena vem à Terra atrás de união. O longa não mostra muito, não nos situa de sua raça e não nos faz criar conexões com eles. Seria o Império Shiar de Lilandra? Não, é o Império D’Bari, algo avulso e o pior, Jessica Chastain parece completamente apática em sua personagem.

E apatia é o maior erro de X-Men: Fênix Negra, pois o longa não mostra a que veio, tem algumas cenas de ação muito boas, como as do trem, onde finalmente vemos toda a equipe trabalhando em conjunto e cada um dos personagens tendo seu espaço. Aqui foi o melhor momento que vi de Tempestade (Alexandra Shipp), e Noturno (Kodi Smit-McPhee) me empolgou como sua cena de abertura em X-Men 2 (2003).

A Ilha de Genosha de Magneto (Michael Fassbender) nos é apresentada e só aparece para trazer os problemas de Jean para perto dele, pois ela quer entender como superar o fato de ter matado uma pessoa. É na ilha também que temos Fera (Nicholas Hoult) buscando vingança e tentando se unir a Magneto.

Visualmente o longa se mantém fiel a nova fase da franquia e X-Men: Fênix Negra mostra uma Sophie Turner completamente a vontade no papel e com nuances interessante nas mudanças entre Jean e Fênix, mas como eu disse, não adiante o carisma dos atores e seus personagens se o roteiro não nos segura.

X-Men: Fênix Negra encerra a fase Marvel da 20th Century FOX e abre caminhos para uma nova fase mutante nas mãos da Marvel Studios, só que essa despedida não faz o melhor filme da empresa, mas ao mesmo tempo de longe tem a qualidade de X-Men: Apocalipse e suas falhas.

X-Men: Fênix Negra chega aos cinemas no dia 6 de junho.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.