Will & Grace | 10×07 – So Long, Division

Gostei de alguns temas tratado em Will & Grace e muitas formas exageradas que a mesma soube brincar com as minorias, sempre com o tom ácido e egocêntrico de Jack, só que é a relação de Will com sua mãe quem acaba tendo mais destaque.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Will recebe a visita de sua mãe, Marilyn, e descobre a morte de um de seus cachorros, que ela fala que “você perdeu um irmão”. Will é sem coração, tira onda e até compra outro cachorro para ela, mas é o papo dos dois que realmente fica interessante, pois a mãe não tem ninguém e ela esperava dele o filho compreensivo que estaria sempre ao seu lado, o clichê do filho homossexual que cuidará eternamente da mãe.

A forma como eles conversam sobre as diferenças, do que cada um espera, do tratamento que eles tem um com outro, tudo é tão bacana, que mesmo com o humor cotidiano da série, acaba nos fazendo pensar em como tratamos pessoas ao nosso redor. Logo Will, mesmo que não goste que a mãe fique querendo arrumar pretendentes para ele, se entende com ela.

Jack foi engraçado pedir ausências para o chefe e entrou na discussão sobre qual minoria tem maiores privilégios e acabou movimentando todas as possíveis que tinha vínculo com o seu trabalho, de latinos, muçulmanos, imigrantes, negros, mulheres a idosos. O final da piada foi colocar um branco americano típico e padrão se dizendo sofrer preconceito e com todos fechando a porta na cara dele.

Por fim temos Grace que tenta entender o motivo de Noah não querer lhe apresentar sua filha e ela acabar na casa dele, conversando com a experta garota e sendo pega pelo namorado. No fim eles conversam, mas ela ainda fica irritada com ele, por não conseguir ver um futuro para eles. Vamos ver para onde mais conduziram o drama dos dois.

Will & Grace segue uma temporada interessante, tratando bons assuntos e com uma trama que se mantém condizente com o legado da série. 2ª temporada de um revival delicioso e que se mantém atual.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.