Vingadores: Guerra Infinita | Crítica

Divertidamente sufocante! Vingadores: Guerra Infinita mostra que realmente é um filme de conclusão dos 10 anos da Marvel Studios e também de sua Fase 4, e coloca todos os personagens em sua trama crescente, traz inúmeras cenas de ação recheadas de piadas, mas é o coração e a atuação de cada um que nos envolve. Chris Evans e Robert Downey Jr. são a alma do filme e tem o devido destaque, mas Chris Hemworth traz seu coração eletrizante para a batalha.

A direção dos Irmãos Russo é certeira. Eles sabem colocar em Vingadores: Guerra Infinita o drama, a comédia e a ação bem na medida, deixando o clima de urgência um pouco mais leve no início da produção, mas a media que avançam os atos, a angústia e o desespero aumentam exponencialmente. Os Russo mais uma vez mostram que sabem trabalhar com uma quantidade enorme de personagens em cena e a dinâmica entre entidades, personagens e atores ficam sensacionais. Eles vão além do que foi visto em Capitão América: Guerra Civil.

Robert Downey Jr. mostra um Homem de Ferro mais maduro só que ainda sarcástico; Chris Evans mantém seu Capitão América cheio de honra, mas disposto a bater de frente com todos; Chris Pratt se mantém fiel a seu Senhor das Estrelas; Tom Holland é o Homem-Aranha amigão e deslumbrado por fazer parte daquilo tudo; Elizabeth Olsen é força e coração ao lado de Paul Bettany, aumentando o amor e carinho de Visão e Wanda; agora, Scarlett Johansson e Danai Gurira são força e determinação em suas Viúva Negra e Okoye.

Só que quem rouba a cena é o Titã Maluco! Josh Brolin constrói um Thanos intenso, cheio de sentimento e força, disposto a ir até o fim com sua ambição, mesmo que sacrifique coisas importantes de seu caminho. Thanos mesmo computadorizado conota uma emoção intensa e uma força que logo nas primeiras cenas nos deixa com medo, elevando-o acima do perigoso e divertido Loki (Tom Hiddleston) e do determinado e forte Erik Killmonger (Michael B. Jordan).

Vingadores: Guerra Infinita segue um roteiro interessante, separa bem os personagens pela busca das Jóias do Infinito, explica desde sua origem até a motivação de Thanos, mas é a forma como o roteiro divide os heróis para protegê-las que colocam a Ordem Negra separada para ir atrás de cada uma. A medida que a coleta é feita e Thanos fica mais poderoso, tudo vai sendo desenhado e ficando mais instigante, até culminar na grande batalha final, que nos deixa boquiaberto com sua grandiosidade e força.

Os 149 minutos de Vingadores: Guerra Infinita em momento algum atrapalha nossa conexão com a produção, não nos fazendo sentir o tempo passar. A fotografia acaba sendo muito bonita, a construção dos locais como Luganenhum e a nave dos Asgardianos é sensacional, mostra a grandiosidade e o capricho da produção.

Desde Os Vingadores a cinessérie já prepara o terreno para os vilões humanos, como os de Capitão América, Homem-Formiga e Homem-Aranha, apresentando os Deuses e seu panteão asgardiano nos três Thor e a viagem intergalática de Guardiões da Galáxia, aqui há essa colisão de ideias e referências e tudo se encaixa de forma sensacional.

No final Vingadores: Guerra Infinita é uma conclusão com um gostinho de quero mais, ainda mais com o desfecho insano de seus momentos finais. Impossível conter as risadas, assim como as lágrimas. A Marvel Studios mostra que em seus 10 anos planejou tudo de forma descomunal e já deixa pistas para sua Fase 4 que se iniciará após Vingadores 4, que não teve seu título divulgado.

Nota do Crítico:

Vingadores: Guerra Infinita já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

PS: Não saia dos cinemas, pois há 1 cena pós-crédito…

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.