Turma da Mônica Laços – O Filme | Crítica

A Turma da Mônica, com gibi, parece estar no coletivo das pessoas, afinal, a “galelinha” é uma das marcas registras da cultura nacional, onde para muitos, assim, para como aquele, que lhe escreve querido leitor, foi a porta de entrada para o prazer da leitura e de muitos outros livros.

Nos últimos anos, a Turma da Mônica se modernizou para acompanhar as novidades tendências e tentar garantir que o legado de Maurício de Souza continuasse para as novas gerações, assim, vieram as graphic novel, as versões da Turma da Mônica Jovem, e claro, os incontáveis memes que começaram a circular na internet. E com isso, o sempre sonhado live-action dos personagens saiu, enfim, do papel, e aqui, em Turma da Mônica Laços – O Filme (2019) o bairro do Limoeiro ganha vida, salta em nossos olhos na telona, e emociona todas aquelas crianças que embarcaram nas mais diversas aventuras, nos mais “divelsos” planos infalíveis, para acompanhar Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali em carne, osso e puro divertimento. 

Turma Da Mônica  Laços – O Filme acaba por ser isso, uma grande celebração para um dos marcos da cultura brasileira, numa encantadora e divertida aventura que acerta (e muito!) ao transportar o sentimento de amizade e companheirismo numa bem humorada adaptação comandada pelo olhar afiado e talentoso de Daniel Rezende.

Turma da Mônica - Laços : Foto
Turma Da Mônica  Laços- O Filme – Crítica | Foto: Paris Filmes

E cara, o trabalho de produção em Turma da Mônica Laços – O Filme é muito bem caprichado, lúdico e que tem uma forte estética visual, onde tudo no filme parece ter sido feito e pensado nos mínimos detalhes. Logo no começo somos apresentados para o Bairro do Limoeiro, onde a direção minuciosa de Rezende te faz embarcar de volta nos gibis. Assim, o idílio local onde a turma da Mônica viveu durante anos, apenas, em páginas, é recriado de uma forma completamente fantástica em tela, desde das casas umas do lado das outras, até a pracinha, e até mesmo, o pessoal da rua de cima. Tudo parece seguir os moldes do gibi, desde da concepção dos móveis, até mesmo, os detalhes dos brinquedos dos quartos das crianças, e os figurinos.

Em Turma da Mônica Laços – O Filme , tudo é feito com uma precisão enorme, e que deixa o espectador muito mais confortável nos primeiros minutos, onde somos apresentados para Mônica, Cascão, Magali e Cebolinha da vida real. 

Turma da Mônica - Laços : Foto
Turma da Mônica Laços – O Filme – Crítica | Foto: Paris Filmes

E talvez o maior mérito do filme fique com a naturalidade que as crianças principais, os jovens atores, Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira entregam seus textos, com as falas saindo de uma forma não robótica ou artificial, onde parece que eles estão mesmo conversando ali entre eles, sozinhos, sem câmera, equipe de produção, e claro, sem um grande público.

Claro, são atores mirins, alguns em seus primeiros grandes papéis, dá para ver que eles meio que se encontrando, e definindo seus estilos, mas em grande parte acertam o tom, e nos fazem esquecer que são atores interpretando personagens, em Turma da Mônica Laços – O Filme tudo é entregue de uma forma suave e adorável. As interações entre eles, todos juntos, seja no bairro do Limoeiro, na floresta, ou na casa do grande vilão, o Homem do Saco (Adriano Bolshi), são sempre as melhores partes do filme. 

E claro, meio que Turma da Mônica Laços – O Filme, parece três grandes aventuras, três grandes partes, ou três edições de gibi, que passam rapidamente, e que devem agradar as crianças que talvez sejam introduzidas para esses personagens pela primeira vez, e para os adultos que liam as histórias quando menores. A trama do roteiro de Thiago Dottori é simples, faz a “tulminha” ir em busca de Floquinho que desapareceu, mas as pequenas homenagens, os ester-egg de outros personagens dos gibis, e claro, a participação do sempre ótimo Rodrigo Santoro, como o teatral Louco, acaba por fazer do longa ter uma cativante história. 

Turma da Mônica Laços – O Filme, abre possibilidades para o futuro da turma da Mônica de continuar em novas mídias, expandir sua marca para mais pessoas, onde de fato, faz um filme para se celebrar, e se orgulhar, de anos de histórias com os mesmos personagens carismáticos de sempre criados pelo mestre Mauricio de Souza

Nota do Crítico:

Turma da Mônica Laços – O Filme chega em 27 de julho nos cinemas

Miguel Morales

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