Tomb Raider: A Origem | Crítica

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Antes de mais nada o novo Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider, 2018) é nada mais que uma versão feita para o cinema de um jogo de vídeo-game e que no final parece mais um jogo do que qualquer outra coisa. O filme tem como chamariz, claro, a vencedora do Oscar, Alicia Vikander que aqui personifica uma garota-comum para dar vida a um dos personagens mais emblemáticos do mundo dos games: Lara Croft. 

E Tomb Raider tem em sua essência, ser uma grande história de origem, com apresentação de personagens, locais e com um roteiro que se desenrola por etapas, onde a cada momento temos uma fase para ser conquistada e ultrapassada até chegarmos em um grande chefão de fase.

Com ótimos efeitos especiais, o filme empolga e carrega o expectador para dentro de sua história cercada de mapas, lutas e a busca de objetos e artefatos antigos num clássico filme de aventura.

Foto: Warner Bros

A trama do novo Tomb Raider, nos entrega uma história padrão de origem mas dentro da realidade e dos dias atuais. Somos apresentados para Lara (Vikander) uma jovem esperta, encantadora e claramente uma garota como qualquer outra que tenta sobreviver as custas próprias. Mesmo depois de 7 anos do desaparecimento de seu pai (Dominic West) ela se recusa a assumir o comando das empresas da família e trabalha em Londres como entregadora enquanto faz outros bicos para sobreviver.

O filme tem um começo bem realista com cenas filmadas na rua sem muitos efeitos especiais deixando que a apresentação da história da personagem se conecte com a história de qualquer menina e até mesmo deaqualquer pessoa. Lara é engraçada, inteligente e dá duro exatamente como um herói (heroína no caso) faz em outros títulos que trabalham a jornada do herói.

Em Tomb Raider: A Origem a maior habilidade de Lara é sua inteligência e não suas habilidades físicas. E o filme é um excelente início para o reboot da franquia, aqui Lara não é Lara Croft é somente Lara, uma jovem com anseios e dúvidas como qualquer outra que apenas quer juntar dinheiro e pagar seus boletos. E Vikander acerta em cheio na caracterização de sua personagem e entrega um mix de inocência com ferocidade sem tamanha, a preparação física da atriz foi impressionante e pareceu se entregar 100%. Ela nos mostra uma Tomb Raider, com paixão, brilho nos olhos e muito motivada pela busca de seu pai.

Então, o filme e a personagem partem para sua próxima fase nessa aventura onde vamos conhecendo mais sobre o passado dos Croft e sobre os objetos que seu pai tanto buscava. Assim, o longa avança para sua próxima fase e temos Lara indo para uma ilha na costa do Japão a procura de um artefato escondido há milhares de anos. Junto com um capitão interpretado pelo esforçado Daniel Wu, eles embarcam, numa nova aventura onde no melhor estilo Indiana Jones e Caçadores da Arca Perdida (1981) já somos apresentados para o antagonista, o ótimo Walton Goggins que mesmo sendo apenas um capaga de meio de fase ele faz um personagem aterrorizante e já vemos logo de cara que ele não tem nada a perder.

Foto: Warner Bros

Um dos destaques do filme é que todo o mistério é bem trabalhado e desenvolvido para que o espectador desvende as pistas e as informações junto com a personagem mesmo que em algumas partes o roteiro acabe ficando um pouco didático demais e acabe por pegar na mão de quem assiste ao comentar algumas coisas que já tinham sido explicadas algumas cenas antes, ficando em um repeteco um pouco desnecessário.

Talvez por ser o início de uma trilogia esse novo filme acaba por deixar algumas informações jogadas ao longo de suas 2 horas mas também ajuda a criar esse mundo novo em que Tomb Raider faz a questão de parecer verossímil, sem depender de criaturas mágicas ou super-vilões caindo do céu em raios e clarões. A nova versão é bastante pé no chão e lida com as questões de uma forma bastante interessante mesmo que no final poderia ser um pouco mais ambioso.

No final das contas, Tomb Raider: A Origem é um bom e aventureiro reboot que tem ótimos efeitos e uma trama que se desenrola de uma forma bem categorica: um problema de cada vez, às vezes dois se você contar capangas do vilão que estão lá para fazer figuração. Com uma personagem carismática e com um charme próprio, esperamos mais de Alicia Vikander como Lara Croft mesmo que apenas como um bom blockbuster, a atriz merece o destaque.

Finalizar…
Salvar…

Nota do Crítico:

Tomb Raider: A Origem estreia nos cinemas em 15 de março. 

Miguel Morales

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