Tio Drew | Crítica

Tio Drew (Uncle Drew, 2018) cumpre aquilo que propõe, ser uma comédia sem muita complexidade e que diverte com boas piadas aqui e ali fazendo do filme uma opção honesta e descompromissada para (por exemplo) um dia chuvoso.

O longa é baseado numa série de comerciais da Pepsi, onde Kyrie Irving, jogador da NBA pelo time Cleveland Cavaliers interpretava um fictício jogador de basquete de uns 70 anos chamado Tio Drew que ensinava o esporte para os mais jovens.

Foto: Lionsgate/Paris Filmes

A idéia foi desenvolvida e trabalhada o que gerou a criação desse um filme lançado aqui no Brasil pela Paris Filmes, onde acompanhamos um vendedor de tênis e técnico amador com complexo de vira-lata chamado Dax (o carismático Lil Rel Howery) perder todo o seu dinheiro, namorada e o restinho de reputação que tinha para seu grande rival (Nick Kroll, hilário) que rouba seu melhor jogador e assim sua chance de ter um time campeão.

Assim, o rapaz tenta dar a volta por cima ao procurar o lendário Tio Drew (o próprio Kyrie Irving com quilos de maquiagem) e reunir um grupo de idosos para formar um time e disputar o campeonato de times amadores em Nova York. O melhor de tudo que o grupo em si é formado também por outros jogadores da NBA como Shaquille O’NealChris Webber, Reggie Miller, Nate Robinson, e Lisa Leslie que se disfarçam e assumem papéis bastante caricatos de idosos aposentados mas querem uma segunda chance.

Tio Drew é uma grande mistura de diversos outros filmes e não entrega nada de muito novo,  temos a história do under dog que precisa vencer e superar seus desafios, a batida trama do velho e bom filme de viagem de carro, onde conhecemos os personagens e suas dinâmicas quando eles viajam pelo país recrutando os antigos parceiros do time antigo do Tio Drew. E isso tudo se junta no previsível roteiro de Jay Longino que nos leva para desenvolvimento da história envolvendo o torneio de basquete amador.

Foto: Lionsgate/Paris Filmes

Em Tio Drew é como se tivemos uma nova versão de Space Jam: O Jogo do Século (1996) sem os personagens dos Looney Tunes mas com figuras conhecidas do basquete americano disfarçado com muitas próteses, maquiagens e cabelos brancos. O filme acerta em fazer piadas pontuais com os últimos eventos que marcaram a cultura pop envolvendo a comunidade negra como o lançamento do filme corra! (Get Out, 2017) e até mesmo o poderoso casal Beyoncé e Jay-Z. 

A comédia, como falamos, se destaca por suas piadas auto-depreciativas e em Tio Drew é como se Lil Rey fosse a Amy Schumer que tira sarro de si próprio o tempo todo mesmo que no filme quem realmente rouba todas as cenas é a hilariante e ligada no 220 volts, Tiffany Haddish que aqui faz uma namorada de caráter duvidoso de Dax.

No final, Tio Drew não chega a ser uma cesta de 3 pontos mas entrega uma comédia simpática e sem a menor pretenção de ser mais que isso. O próprio filme parece não se levar a sério e talvez, nem você precise levar. Tio Drew faz uma diversão sem preocupações.

Ps: Fiquem até os créditos finais terminarem!

Nota do Crítico:

Tio Drew tem previsão de estreia para 19 de julho no Brasil!

Miguel Morales

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