This is Us | 2×15 – The Car

Depois de um episódio tão intenso como o do Super Bowl, This is Us dá um passo atrás e foca na compra de um Wagoneer. Isso aí, todo o drama emocional de Rebecca e das crianças se voltam para o carro da família que Jack lutou tanto para comprar, se tornando então parte importante da família. Engraçado é que mesmo nessa aliviada, falar do carro da família nos remete as nossas próprias e as viagens que já fizemos.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Rebecca usou as lembranças do carro para compensar a falta de Jack, se lembrando de sua árvore favorita e do dia em que recebeu o teste negativo para o MRI. No presente, durante o velório de Jack até o doutor K aparece para conversar com ela e explica que Jack só mostrava o lado feliz para ela e tinha todo um lado complexo por trás que ele não levava para casa. Achei lindo lembrarem do médico e ainda mostrar que ele se casou com sua atendente, Anne.

Ainda no carro, vamos as lições de direção de Randall, as brigas com Kevin, a ida até Kate para lhe ajudar a ir a uma sessão de autógrafos de Alanis Morissette. E falando em Kate, o foco em Rebecca em lhe mostar que ela não teve culpa na morte do pai, muito menos o seu cachorro, foi de doer, pois ela carrega essa mágoa para a vida.

A cena da família indo até a árvore para jogar as cinzas o pai foi sensacional! Uma emoção pura e quando mescla com todos os momentos que os 5 tiveram no Wagooner fica mais evidente a importância do carro para a família e como cada um reage a dor. Mesmo trabalhando as consequências da morte e como superá-la a sua maneira, a série tem um caminho interessante a seguir.

This is Us sabe fazer pequenos momentos se tornarem parte épica de sua trama. Há alguns episódios comentei em como o gato de William teve passagens importantíssimas e aqui vemos o mesmo com o carro, que vira o protagonista perfeito.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.