The Orville | 1×03 – About a Girl

E chegamos ao 3º episódio de The Orville, momento importante para decidir se seguimos ou desistimos da série. O mais interessante é que este foi um dos melhores episódios dos apresentados, apresentou questões interessantes e reviravoltas que poderiam dizer tudo da série, mas mesmo com isso, fico por aqui com a produção de Seth MacFarlane, pois no geral, mesmo raspando em assuntos importantes, a série não diz a que veio.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Não podemos esperar muito de uma comédia, nem de uma que misture elementos de ficção científica e sabe usar aliens e assuntos polêmicos para discutir as coisas, mas mesmo assim, The Orville continua forçando sua homenagem a Star Trek, só que fica muito preso a isso e esquecem de mostrarem a que veio, além de não nos fazer sentir seus personagens.

Os Moclan aqui tiveram momentos importantes, o assunto foi polêmico, mas no fim das contas não repensamos muito. Discutir a mudança de sexo de um Moclan, de como isso é normal para eles na questão de que eles são uma raça puramente masculina e quando vem uma menina, eles precisam fazer a reversão. Os argumentos em cima dos costumes deles e como a visão do Terráqueo sobre mudar o sexo de uma criança foi bem ponderado, pois falaram de até onde a sua convivência pode interferir na decisão de outros. Como eu disse, um tema polêmico e muito difícil de lidar.

Bortus, Klyde e no fim Topa acabam tendo o foco todo em cima deles e foi merecido com o tema forte. Os outros personagens se tornaram coadjuvantes, e Ed, personagem de Seth MacFarlane, ainda não tem força diante do elenco, assim como Kelly de Adrianne Palicki.

The Orville, como eu já disse, é uma série que está fora de seu tempo, mas isso não sendo um elogio, pois a mesma está atrasada uns 20 anos, e mesmo que seja uma homenagem, a série precisa saber encontrar a própria identidade e sair dessa homenagem que MacFarlane faz para sua série de coração. O ritmo também conta muito, pois na metade deste episódio já esperava ver a conclusão da série.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.