The Good Fight | 3×02 – The One Inspired by Roy Cohn

Mais uma vez The Good Fight mostra o poder de suas tramas e a força de suas personagens. Foi legal ver mais destaque para Maia, fazendo-a sobressair ao seu sobrenome, enquanto Lucca e Diane estiveram de forma periférica nas tramas, mas com uma importância sem igual.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Maia foi vista como frágil, principalmente por seu tom de voz e colocar o espalhafatoso Roland Blum (Michael Sheen) ao seu lado foi uma saída interessante do roteiro, principalmente por serem tão diferentes e gerar em ambos uma curiosidade de até onde eles seriam capazes de ir.

Roland se droga, fala demais, grita, cria situações e até testemunhas, enquanto Maia é contra, observa, mas não se impõe, só quando vê que ele passa dos limites que ela tenta, o forçando a ameaçá-la. Gostei dela se levantar, mostrar que é mais que uma Rindell e que foi capaz de mandar o pai para a prisão para fazer o certo.

Quero ver as consequências dela ir de encontro com o gênio forte de Roland. E ri com as caras de Matan e do juiz Davies com as presepadas de Roland.

Lucca estava em dúvida quanto a assumir a área de divórcios da firma e até Liz quis dar uma empurradinha para fazer alguém de dentro do escritório subir, só que tínhamos Payton na jogada. Para Julius era a melhor saída e ainda conseguia uma cadeira no tribunal, só que Lucca conseguiu clientes para a firma e ainda mostrou que Payton seria uma escolha muito ruim. A maneira que ela aborda Marisa para ir atrás de coisas sobre seu rival foi ótima.

E ver Lucca querendo conciliar ser mãe e uma boa advogada é muito bom para deixar claro que ela pode e irá com tudo para cima de seus interesses. A conversa dela com o pequeno foi tão singela, ao mesmo tempo que a faz acordar que quer fazer o possível para ele ter um incrível futuro.

Diane e Kurt é que começam a ter alguns pequenos desentendimentos, mas nada que eles não superem com boas doses de piada e risadas, enquanto ela faz sua terapia no tatame. O problema é que essas coisas começam a afetá-la tanto, que ela começa a exagerar na força durante as aulas, assim ela acaba indo buscar em arremessos de machados, algo para tirar essa angústia.

Quando Tara vai confrontá-la sobre quem vazou para a mídia a história do aborto, vemos ela preocupada e até fragilizada por ter sido ela, mas a ex-amante de Trump acaba falando que muita gente sabia da história, então ela usa essa válvula de escape para confortar a loira e tirar o peso de suas costas.

The Good Fight ainda promete muitos dramas e conflitos e não tem como não ficar ansioso pelos próximos episódios. A série consegue manter um ritmo e uma qualidade incrível. Já quero mais momentos de Adrian e Liz, principalmente por discordarem de algumas coisas na firma.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.