The Good Fight | 2×11 – Day 478

Como não amar quando The Good Fight aposta certeiro em Diane e traz um episódio cheio de nuances incríveis para a personagem, sabendo abusar do talento e carisma de Christine Baranski? Colocá-la preocupada com sua segurança e achando um dojo para começar aulas de autodefesa foi algo sensacional, assim como finalmente evoluir sua relação com Kurt. Tudo isso recheado de críticas, afinal, nada como decidir ir morar com o marido depois de perguntar para ele “você votou no Trump?” e receber uma negativa.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

O mais legal é que o caso do tiro em Adrian ganha outra perspectiva, pois Jay e Liz começam a investigar e descobrem que Lawrence, marido de Liz, foi pela dica de um policial, que não sabe nem quem é a tal testemunha. Gostei demais deles ficarem intrigados em como eles levam o caso para a desconfiança de que o rapaz que deu o tiro era negro, para logo eles desconfiarem e irem atrás de outra pessoa na própria delegacia.

Sabíamos que quem atirou era alguém que perdeu um caso para Adrian e logo Jay conecta os pontos e descobre que quem atirou foi ninguém menos que Whitehead, o policial envolvido no caso do amigo de Jay, Craig. Quero ver como irão resolver este lance, ainda mais em momento que advogados estão sendo assassinados por conta dos casos. Adrian retornando para a firma foi bem emocionante.

O drama de Lucca e Colin que não tem me conquistado. Foi legal vê-la fora de si por conta das ações da família do pai de seu filho, já que ele concorrendo as eleições muda drasticamente sua vida. Colin deverá se mudar para Washington DC e logo inúmeras firmas começam a entrar em contato com ela, na tentativa de levá-la para a capital e lhe dar um trabalho, sem ela nem ao menos começar a procurar algo. Até mesmo envolvidos com os Obamas começam a sondá-la.

O tema do episódio acabou sendo abuso sexual e como sempre vimos até mesmo em The Good Wife, a série aborda todas as perspectiva, não toma um lado, apenas resolve o caso do dia para levar a trama adiante. Assim, temos advogados contra a forma como é feita a acusação da cliente contra um assediador, como advogados a favor do acusador pela forma como ela aborda, e até quem é contra e a favor ao site. Tudo tem um argumento, nada é jogado de qualquer forma na tela.

The Good Fight mais uma vez se mostra madura para lidar com as situações e deixar tudo ainda mais interessante. Agora quero ver como Diane lidará com a chegada de vez de Kurt a sua vida, já que ele não quer divórcio, ela tem economias para se aposentar e tudo em sua vida começa a caminhar melhor.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.