Talvez Uma História de Amor | Crítica

Talvez Uma História de Amor (2018), talvez seja um belo exemplo de como contar uma ótima história, aqui, no caso de amor e faz uma daquelas comédias românticas únicas que nos entrega uma trama diferente mas bastante bonita.

O roteiro de Alex Dantas acertar em transmitir de uma forma super visual, a história de Virgílio, o ótimo Mateus Solano e também em deixar o expectador curioso e ao mesmo tempo empolgado para descobrir e desvendar essa maluca mas cativante história de amor.

O nacional acerta também pela sua simplicidade e principalmente pelo talento do ótimo de Solano que faz aqui um dos destaques de sua carreira. Com um trabalho de preparação fantástico o ator vai abrindo uma página da vida de seu personagem que impressiona pela composição e preocupação com os detalhes que a história apresenta para quem assiste.

Foto: Warner Bros Pictures

Para os fãs da série How I Met Your Mother (2005-2014) já avisamos que Talvez Uma História de Amor seja a nossa produção nacional que mais se assemelhe a essa série de comédia, se formos olhar claro, na parte contada de um rapaz que vive em busca de sua alma gêmea, passando de relacionamento em relacionamento, até encontrar a moça.

Se no seriado Ted, contava para seus filhos sobre como ele conheceu a suposta mãe deles, aqui, Virgilio (Solano) que nos conta sobre sua namorada e seu relacionamento. A diferença que Virgílio não se lembra dela, nem de ter se relacionado com ninguém chamado Clara. Ele só toma conhecimento de quem é a moça por conta de uma mensagem da secretária eletrônica onde ela, deixa uma mensagem de voz terminando com rapaz:

“Vírgilio, oi aqui é a Clara, desculpa por tá deixando isso por mensagem mas acho que é a melhor a gente parar por aqui…”

Em alto e bom som, a voz de Clara inunda a vida do metódico rapaz e é assim que um dos destaques do cinema nacional do ano começa. Esse início é apenas o começo para uma das mais caprichadas comédias românticas já produzidas por um estúdio brasileiro. Mateus Solano, realmente está fantástico no papel e encanta com seu Virgilio, ah lá Sheldon Cooper (de outra comédia The Big Bang Theory) e faz um personagem marcante, interessante e completamente apaixonante.

O espectador, embarca na história, torcendo para que ele encontre e fique junto da misteriosa Clara e Talvez Uma História de Amor por sua vez entrega um filme leve, descontraído e completamente viciante de se assistir.

Foto: Warner Bros

A trama, então, se desenrola e entre uma pista e outra somos jogados de cabeça dentro da vida de Virgilio, dos seus medos, de seus anseios e ao mesmo tempo que resolvemos, juntamente com ele esse quebra-cabeça temos na presença de sua psicóloga (a ótima Totia Meireles), um papel fundamental para desvendarmos essa história. E então vamos a descobrir coisas que o personagem foi deixando lá atrás em sua memória, onde navegamos nessa aventura, igual o Ted de HIMYM, de mulher em mulher, de chance em chance até achar aquele que é ELA e no final, a trama entrega cenas finais emotivas e muito bonitas.

O longa nacional, é quase todo trabalhado com clichês clássicos já vistos e revistos em outros filmes, como toda a parte envolvendo a agência de publicidade que Virgilio trabalha e o papel do comediante Marco Luque e também tem alguns momentos difíceis, a personagem da atriz Bianca Comparato, por exemplo, é completamente desperdiçada mas é uma produção que se arrisca em termos de jogadas de câmeras, de fotografias e faz até agora, a comédia nacional mais deliciosa e interessante do ano.

Com um trilha sonora cativante e escolhida a dedo, Talvez Um História De Amor nada mais é que é uma boa e velha história de amor, envolvente e emocionante sobre relacionamentos, viver a dois e claro descobrir alguma coisa no outro que nos complete.

Nota do Crítico:

Talvez Uma História de Amor chega nos cinemas em 14 de Junho.

Miguel Morales

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