Supergirl | 2×22 – Nevertheless, She Persisted [Season Finale]

Por mais que eu tenha escolhido esta imagem para ser destacada nesta season finale de Supergirl, o motivo para isso foi bem simples: por mais que Superman/Clark Kent (Taylor Hoechlin) tenha sido explorado na série, sua presença sempre foi para aumentar o tamanho de sua prima, Kara, e nunca para se sobressair a ela. Neste episódio ficou mais do que evidente isso e até as soluções encontradas deixam claro que Superman respeita mais do que tudo as atitudes da prima.

Saber trabalhar com um símbolo enorme que é o Superman e não deixá-lo ofuscar os outros personagens, e ainda ter a façanha de em 3 episódios deixá-lo mais interessante que suas atuais versões no cinema, foi uma jogada e tanto e a série soube fazer isso magistralmente. Mas vamos a Kara/Supergirl, e ao trabalho incrível de Melissa Benoist no papel da personagem, que nesta temporada a levou de forma ainda mais intensa e nos fazendo amá-la a cada cena.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

A chegada de Superman detonando Kara no último episódio teve um motivo e a explicação veio de Krypton. Rhea descobriu a utilidade da kryptonita prateada e a usou para manipular a mente de Clark e fazê-lo ver em Kara um de seus maiores inimigos: General Zod. As cenas de ação, aqui e em todo o episódio, foram sensacionais. Seja aérea ou no chão, a porradaria comeu solto e Kara acabou levando a melhor sobre o primo e na Fortaleza da Solidão, ao lado de Alex, o trouxe de volta para descobrirem como derrotar Rhea.

A série soube trabalhar cada nuance de seus personagens, mas o foco principal ficou em Kara, lógico, mas tivemos ótimos momentos, como o reencontro de Winn com Clark, a mente de J’onn com M’gann, e até Cat pedindo para Superman conversar com James sobre ele sair por aí como um herói podendo se colocar em risco, além de falarem bastante do papel da imprensa nesses casos de desastres. A série mostrou que domina tanto o drama quanto o humor com seus personagens, e foi um acerto e tanto.

Para acabar com Rhea só resta a Kara pedir uma luta entre elas e quem ganhar fica com a Terra. A forma como mostram a justiça de Kara e suas escolhas são bem claras e fortes, ainda mais com Lilian e Lena tendo em mãos um objeto de Lex que pode detonar a Terra para matar os krptonianos. Winn então entra na história para ajudá-los a mudar a função do objeto, fazendo o mesmo tornar uma arma mortal contra os daxamitas. Kara luta com dor no coração, pois se perder ela pode perder Mon-El, só que Rhea joga sujo, mostrando que mesmo perdendo irá destruir tudo…

Kara então toma a difícil decisão de destruir a Terra para os daxamitas, trazendo uma despedida curta para ela e Mon-El, que é colocado no pode de Kara e enviado para fora da Terra… Uma coisa que me intrigou nessa sua viagem é a abertura do vórtex temporal e para onde ele pode ter conduzido o rapaz.

Assim a série passa a lidar com a dor de Kara, em como ela acaba sempre perdendo tudo e seu amor é esse tudo. Seu conselho a Alex, para nunca deixar Maggie, faz sua irmã a pedir em casamento, enquanto ela observa J’onn e M’gann se entendendo, ainda mais com ela deixando claro que se uniu a outros Marcianos Brancos para corrigir os erros de seus antepassados em Marte. Winn está feliz com Lyra e segue contente na DEO, enquanto James está focado em se tornar um grande herói e exemplo, longe da sombra dos kryptonianos.

A conversa de Kara e Cat (Calista Flockhart), como sempre, é de nos encher de entusiasmo e mostra que mesmo a série tendo Lena em uma função deliciosa como amiga de Kara, a visão de Cat e a forma como ela motiva sua funcionária/amiga acaba sendo algo indispensável a série.

Fechando seus ciclos, sendo instigante e inteligente, a série ainda usou os minutos finais para voltar 35 anos e mostrar uma facção de kryptonianos longe de Kara Zor-El e Kal-El, que usam uma caveira e sangue como símbolos de sua família, para enviar uma bebê um pouco mais nova que Kal-El a Terra. Tudo indica que essa bebê seja a vilã Reign, criada em 2012 na edção #6 da revista da Supergirl.

Supergirl terminou sua 3ª temporada de forma consciente, sabendo lidar com suas tramas e os seus personagens, para mim o único erro foi transformar James em Guardião, mas o personagem precisava de algo mais para sair do patamar de eterno parceiro e ganhar uma trama própria. Com um bom direcionamento e mesmo com os crossovers com Arrow, The Flash e até mesmo Legends of Tomorrow não interferindo na trama da série, a mesma conseguiu conquistar fãs e sua mudança da CBS para a The CW, o que teve uma queda no orçamento, não atrapalhou em nada a série.

Que venha sua 3ª temporada… E você? O que achou deste episódio? Gostou da temporada?