Star Wars – A Ascensão Skywalker | Crítica

A franquia Star Wars sempre vai ter a difícil tarefa de agradar Jedis e Siths, seja pela geração que tem uma memória afetiva muito grande à trilogia clássica, seja pelas pessoas que curtem a trilogia prequel, uma coisa é fato: a nova trilogia é um divisor de águas. Star Wars – O Despertar da Força recebe reclamações de ser um remake de Star Wars – Uma Nova Esperança, Star Wars – Os Últimos Jedi de ser o pior filme da saga, que estragou o Luke (eu que escrevo discordo fortemente disso).

Star Wars – A Ascensão Skywalker | Crítica

Eis então que Star Wars – A Ascensão Skywalker, além de todo esse background, ainda tem a árdua missão de encerrar não somente essa nova trilogia, mas toda a saga, os nove filmes e 42 anos de história.

J.J. Abrams e Chris Terrio conseguem, mas não de maneira impecável. Começando pelo fato de que a volta do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) é algo essencial para a narrativa, mas a forma como isso é apresentado soa meio gratuito, sem tanto desenvolvimento, ficando a impressão de “aceita e vamos em frente”. Assim como outros elementos, como o mistério dos pais da Rey (Daisy Ridley) que retorna mais uma vez, e tem sua explicação, mas novamente, uma coisa que tá lá, mas se você tentar fazer alguma ligação lógica, parece que fica faltando peças.

Por outro lado, a narrativa do filme começa com muita coisa já acontecendo e em constante movimento, o que dá um ritmo excelente para o filme, onde a todo momento há algum personagem tendo que fazer algo, chegar em algum lugar, encontrar alguma coisa. As vezes é tanta coisa acontecendo rapidamente, que dá a sensação que as 2h21 minutos parecem poucas para o tanto que o filme quer contar.

Mas se tem um ponto que não há dúvidas em que o nono filme acerta é na emoção. Há diversos momentos ao longo do filme que brincam com nossos sentimentos como fãs, seja homenageando situações de filmes anteriores, fazendo referências e dando senso de conclusão para outros personagens.

Star Wars – A Ascensão Skywalker | Crítica

Inclusive isso se aplica principalmente a General Leia. Carrie Fisher, que faleceu em 2016, está no filme graças à material não utilizado dos filmes anteriores. O mais surpreendente é ver que esse material permitiu não só a participação dela, como o papel da Leia na narrativa é até bastante considerável, e muito emocionante. 

Visualmente Star Wars – A Ascensão Skywalker não chega a ter o mesmo impacto visual que Star Wars – Os Últimos Jedi tem (considero o filme mais cinematograficamente bonito da franquia), mas isso não o impede de ter momentos realmente especiais, como a Resistência surgindo, como já visto no trailer, mas de uma maneira muito mais impactante e maior. Eu assisti o filme no IMAX, e fica aqui a sugestão de procurar a maior tela e o melhor som, que agregam muito ao resultado final.

Star Wars: A Ascensão Skywalker é um final digno para a franquia. Há seus momentos que vai deixar o espectador em dúvida se gosta ou não do que é dado como resposta para certas perguntas, mas nada que estrague os acertos, as homenagens e um final emocionante que deixa uma sensação agridoce da despedida dessa história e desses personagens.

Nota do Crítico:

Star Wars – A Ascensão Skywalker chega em 19 de Dezembro nos cinemas.