Star Trek: Discovery | 2×04 – An Obol for Charon

Ainda mantendo suas conexões com Star Trek, a série clássica, de forma ainda mais forte, Star Trek: Discovery continua sua busca por Spock, trabalha sua trama com a rede micelar, mas o que tem me agradado é mesmo as conexões. Aqui vemos a Number One (Rebecca Romjin) indo conversar com Pike e ele deixando claro para Michael que sua tripulante consegue o que precisa sempre.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Lógico que fui atrás e achei uma foto da personagem na série clássica e gostei demais da caracterização atual. Uma coisa que tem me agradado são as nuances das vestimentas mais fechadas da Discover com as “alegres” e coloridas da tripulação da Enterprise.

Este episódio trouxe um grande e ancião planeta orgânico que em seus momentos finais, só queria repassar sua história de milhões de anos e para isso interceptou a Discovery para ela gravar suas memórias. Gostei da nave se sobrecarregar e perder o tradutor universal, reforçando que sem ele ninguém se entenderia, numa enorme Torre de Babel.

Só que as consequências para Saru é que são mais interessantes, pois enquanto ele crê que irá morrer, em uma sina que é dominada por sua espécie chamada vahar’ai, ele descobre que seus gânglios ao incharem e caírem, o tira o medo, algo tão específico de sua espécime. A despedida dele de Michael, a fala dele sobre a irmã, a dor de ter abandonado seu planeta. Tudo foi tão intenso e com essa intensidade deu para compreender a frustração do personagem, que encarou a perda do gânglio como uma nova passagem de sua vida.

Vendo as decepções de Saru e a falta de sua irmã, Michael, que antes avia dito a Pike que não queria conversar com Spock, acaba cedendo e disposta a se resolver com o irmão.

Agora é só traçar a rota da nave de Spock e irem encontrá-lo, isso se nada mais aparecer em seu caminho. Gostei da função de cada um da tripulação perante o problema da linguagem e o foco dado aos estudos e a importância de conhecer novas línguas, mas acima de tudo, da empatia. É a empatia que faz Saru se conectar ao planeta e fazer até mesmo Michael ceder.

E por fim temos o fungo crescendo e se conectando novamente a Tilly, só para se comunicar com Stamets e Reno e anunciar que eles a cada salto pela rede micelar, destruía sua terra natal. A rede se mostra então tóxica e isso já a descarta como método de navegação, lembrando que esses saltos nunca existiram nas outras séries.

Tilly agora está doente e controlada pelo fungo, que cresce e solta resíduos que controla a mente de Stamets e Reno, que ao acordarem, se dão conta de que a amiga desapareceu. Ponto alto para as discussões de Stamets e Reno, e como Tilly fica no meio dos dois.

Star Trek: Discovery se aproxima de Spock e já nos deixa intrigado para compreender a visão do personagem sobre os acontecimentos e sua conexão o tal Anjo Vermelho.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.