Star Trek: Discovery | 1×13 – What’s Past Is Prologue

Instigante, com fotografia excelente e incríveis efeitos especiais, este 13º episódio de Star Trek: Discovery para mim só pecou na rápida solução de alguns problemas, e com isso sua rápida saída do universo espelho, mas trazendo novos problemas e dramas para a série.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Se dividirmos em 3 partes distintas, temos a excelente crescente de Lorca na primeira, o levante de Michael e Phillipa na segunda, enquanto na terceira vemos os tripulantes da Discovery buscando uma saída daquele universo e descobrindo novos problemas.

Lorca me incomodou de início por ter sido muito rápido sua trama, rapidamente ele conseguiu encontrar os seus tripulantes que eram contra Phillipa e com todos eles dominarem a nave imperial, tirando assim Phillipa de jogo. O problema é que tudo isso acaba recaindo sobre o Stamets daquele universo que só busca por Michael e serve para explicar sobre a arma química que criou, morrendo em seguida.

A partir daí acompanhamos Phillipa e Michael se unindo e a imperatriz querendo entregar o próprio pescoço para todos aqueles que se voltaram contra ela. Defender Phillipa passa a ser meta de Michael por entender que em todas as suas versões do multiverso ser responsável, de certa forma, de sua morte. Não indo com Lorca e até pensando em poupá-lo aqui ela vê sua capitã/imperatriz matando Lorca como vingança e se vendo obrigada a levá-la para a Discovery e assim salvar sua vida da tripulação de Lorca que a mataria.

Sua relação é bem explicada, a admiração e carinho que Michael, mesmo neste mundo, causa a Phillipa é crescente, assim como Lorca tinha essa admiração pela sua determinação, chegando a dizer que ela é mais forte do que sua versão do mundo espelho.

E então temos Saru precisando comandar a Discovery trazendo uma nova esperança a sua tripulação, que finalmente tem mais voz. Aqui é possível ver outros personagens se impondo e tomando o plano para si. Assim Saru, Stamets e Tilly crescem para acharem uma saída do unvierso espelho, conseguirem destruir o motor milicelial da nave imperatriz e salvarem a própria vida.

Toda essa parte da escapada é sensacional, nos deixa tensos, mesmo sabendo que tudo dará certo, ao menso a princípio. Stamets tendo sua visão de Paul para achar o seu caminho foi sensível, assim como Saru sentindo-se contente por finalizar uma jornada. Quero ver como Michael ficará após tudo isso terminar…

Chegando ao seu universo Saru e sua tripulação tem uma descoberta terrível: os Klingon venceram a guerra e estão ampliando o seu território. Star Trek: Discovery então cria um problema ainda maior em sua linha do tempo, se mantém brilhante e com os 9 meses passados entre a ida e a saída da Discovery no Universo Espelho, ficamos mais curiosos com o que poderá acontecer a partir deste ponto da série.

Fico na dúvida se irão dar um jeito de trazer alguma versão de Lorcas para essa realidade ou se a participação de Jason Isaacs terminar por aqui.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.