Sonic: O Filme | Crítica

Depois de muitos pés atrás por conta do primeiro trailer e das primeiras imagens de Sonic: O Filme, finalmente o longa estreia e podemos dizer que todas as mudanças no filme foi um mais do que feliz acerto. A Paramount Pictures tem em mãos um divertido longa recheado de aventura, referências, um Sonic jovem (voz de Ben Schwartz no original) e um Jim Carrey nada contido em seu Robotnick.

E Sonic: O Filme faz realmente um filme de origem, logo no início acompanhamos um Sonic criança, cheio de energia, e que se diverte em uma ilha em que vive com sua mãe adotiva, mas que tem inúmeros vilões atrás dele por ser diferente dos demais.

Quando Sonic fica em perigo, sua mãe o manda para a Terra, e com um pedido que ele sempre fugisse caso algo acontecesse com ele. Assim, ao utilizar seus anéis que virão portais, Sonic por cair na pacata, até demais, Green Hills, em Montana, EUA.

Foto: Paramount Pictures

A partir deste momento, conhecemos o policial Tom Wachowski, em que James Marsden toma conta das cenas, e se mostra um policial de cidade pequena doido para fazer a diferença. O roteiro do filme, então parte para uma apresentação dos personagens humanos, onde vemos a vida do policial viciado em donuts lidar com uma cidade onde nada acontece, nem mesmo com um maluco que grita por aí falando que viu um demônio azul pela cidade.

Sonic O Filme, consegue fazer com que o público se conecte com a figura de Tom, e principalmente com a relação que o policial tem com sua esposa, a veterinária Maddie (Tika Sumpter) que é cheia de carinho e confiança, por mais que incomode a sua cunhada (Natasha Rothwell, hilária).

Assim, Sonic O Filme vai nos dá mais camadas para o ouriço correr, quando percebemos que o personagem se toca de sua vida isolada e escondida, vemos ele ter um estouro de energia que acaba causando um apagão de grandes proporções no leste dos Estados Unidos, o que chama a atenção do governo que curiosamente resolve mandar Robotnick para o lugar investigar.

E é impossível não gostar do Robotnick de Carrey! O personagem é excêntrico, mas não deixa de ser extremamente perigoso, faz piadas que ninguém, só ele, entende direito, e tem um dinâmica hilária com os agentes ao seu lado, em que temos a figura do agente Stone (Lee Majdoub) que acaba temos uma sequência de piadas repetidas.

Foto: Paramount Pictures

O primeiro encontro de Robotnick e Tom é super divertido de se acompanhar, principalmente quando seus drones começam a destruir a casa do policial, é que o roteiro de Sonic: O Filme começa a trazer energia e um senso de perigo para o filme.

Sonic: O Filme então vira um longa de espadas, com cenas de ação ágeis e cheios de momentos que nos fazem ficar alegres e vibrando na cadeira, ainda mais para quem é/foi fãs dos jogos de vídeo-game, onde, por exemplo vemos o personagem virar bola e destruir seus inimigos. Em um momento, esse Sonic em versão digital nos lembra o Mercúrio em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, em vemos o personagem usar sua alta velocidade para derrubar seus inimigos.

A trama de Sonic: O Filme caminha sem surpresas, onde podemos dizer que é até simples em sua proposta. Os momentos finais de Sonic: O Filme geram apreensão, mostram a insanidade de Robotnick e deixam o lema e a mensagem que o filme quer passar, que acaba sendo a união e a proteção ao próximo, acaba nos fazendo achar ainda mais adorável tudo aquilo.

Por sorte tivemos o redesign do ouriço, uma vez que sua nova aparência mais “fofa” nos faz ficar mais próximo a ele, afinal, o filme tem carismática e um texto gostoso de se acompanhar.

Foto: Paramount Pictures

Um dos grandes destaques de Sonic: O Filme fica com o mar de referências e easter-egg que brotam ao longo do filme. A ilha do Sonic, que nos remete a Green Hill Zone dos games é incrível, mas são os detalhes até na trilha sonora que faz os fãs arrepiarem.

A tão aguardada cena de um Robotnick mais parecido com o visual dos jogos, vem apenas no final, mas coroa todo o espírito alegre e divertido que o filme entregou. E, nesses momentos finais, Carrey continua hilário. E lógico que tivemos piadas envolvendo Super Mario Bros. com o planeta dos cogumelos que Sonic sempre realça ser chato pra caramba.

No fim, Sonic: O Filme faz uma aventura agradável, bastante espirituosa e que deve manter o espectador ligado do começo ao final.

PS: Há duas cenas pós-créditos, uma bem no começo do mesmo e uma um pouco mais no meio, mas ambas são sensacionais. Sendo que a última nos leva para uma continuação necessária…

Nota do Crítico:

Sonic: O Filme estreia dia 13 de fevereiro.

PS: Há duas cenas pós-créditos, uma bem no começo do mesmo e uma um pouco mais no meio, mas ambas são sensacionais. Sendo que a última nos leva para uma continuação necessária…

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.