Sierra Burgess é uma Loser | Crítica

Como você se define? Uma pessoa inteligente, um atleta, um caso perdido, uma princesa ou um criminoso? Em Sierra Burgess é uma Loser (Sierra Burgess is a Loser, 2018), Sierra é sim uma perdedora mas também é muito mais do que isso. Ela é uma garota adorável, uma amiga, uma boa filha e também uma pessoa que faz coisas ruins.

Essa nova produção da Netflix, então, acompanha a garota nessa busca por tentar encontrar quem é Sierra no meio de vários rótulos e caixinhas.

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Foto: Netflix

Sierra Burgess é uma Loser vem nessa onda da Netflix de resgate das comédias românticas teen com um ambiente escolar e uma trama jovem para os jovens. A produção entra na lista de bons filmes do gênero lançados esse ano pelo serviço de streaming junto com A Barraca do Beijo, O Plano Imperfeito e Para Todos os Garotos que eu já Amei. 

Mas assim, dos três, o filme é o que o mais tem um conteúdo um pouco mais palpável, assim por dizer, Sierra Burgess é uma Loser chega a ser também o mais sério com um arco mais dramático que os demais e até mesmo tem um tom um pouco mais melancólico do que os outros companheiros, mas não deixa de ser um filme encantador e envolvente.

A atriz Shannon Purser é um talento para ser reconhecido. Sua rápida participação na série Stranger Things e seu Emmy pelo papel da personagem Barb podem ter sido apressados mas como Sierra Burgess, ela entrega uma atuação carismática e realmente impressionante.

Uma atriz para se ficar de olho ai.

O roteiro do filme escrito Lindsey Beer é cuspido e escarrado nas comédias dos anos 80 e 90 que fizeram sucesso nessas épocas. Temos todos os grupos que compõem uma produção típica do gênero, com uma nerd isolada, a garota popular e suas seguidoras, o melhor amigo que a protagonista não dá muita bola, o atleta bonitão e tudo mais, mas aqui, o filme acaba por envolvê-los com novas camadas, onde eles (como sua protagonista) são bem mais do que isso.

Mesmo com uma trilha sonora super nostálgica, que zero combina com realidade do filme e até nos deixa um pouco confusos no período em que Sierra Burgess é Uma Loser se passa, a produção acaba por acertar em contar uma história de amadurecimento e aceitação super bacana.

Na trama, Sierra (Purser) faz uma adolescente que não se destaca em muita coisa, nem na escola e nem com os garotos, até que recebe uma mensagem de texto por engano de um rapaz que pensa conversar com a garota queridinha da escola Veronica (Kriste Froseth). Assim, Sierra e Jamey (Noah Centineo, o it boy da temporada) continuam o papo, mesmo sem se ele saber que Sierra é Sierra e não Veronica. A garota então convence a verdadeira Veronica a se juntar na farsa e se passar por essa figura que elas criam para o rapaz.

Mas claro que nem tudo são flores (girassóis claro), alguns personagens são completamente dispensáveis como o melhor amigo de Sierra, o irritável Dan (RJ Cyler, mesmo que muito bem) e também a personagem da atriz Chrissy Metz como a mãe maluca por concursos de beleza de Veronica.

O filme explora essa situação de uma maneira quase que fantasiosa, com situações irreais e bastante forçadas em algumas partes, como por exemplo, as cenas do encontro de Veronica e Jamey no cinema onde Sierra aparece e a hilária (mas bem forçada) cena da chamada em vídeo entre o trio, mas ei se passamos pano para Derry Barrymore em Nunca Fui Beijada (1999) então agora em 2018, a dica é só embarcar na história e pronto.

No final, Sierra Burgess é uma Loser faz aquela comédia romântica que entrega o que promete e ainda conta com um bom e entrosado elenco jovem. Realmente uma boa opção se você ainda tiver no hype de Para Todos os Garotos Que já Amei. 

Nota do Crítico:

Sierra Burgess Is a Loser chega no catálogo da Netflix em 7 de setembro.

Miguel Morales

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