Sexy Por Acidente | Crítica

Divertido e inspirador, Sexy Por Acidente (I Feel Pretty, 2018) mostra uma Amy Schumer novamente super confortável para tratar de temas difíceis com um humor ácido e bastante certeiro na mensagem que quer passar.

Foto: Paris Filmes/STX Films

Schumer vem novamente com uma comédia onde ela não se preocupa em se usar como o centro da piada e acerta em rir com o público em tiradas satíricas que cutucam todo o mercado da indústria dos comésticos de luxo.

Se você tá perdido e não sabe nada sobre o filme, digamos que Sexy Por Acidente acaba sendo um mix de várias outras comédias, o longa tem um que de O Amor É Cego (2001) mas num tom um pouco menos non-sense com O Diabo Veste Prada (2006) sem uma figura poderosa igual Miranda Prestley com De Repente 30 (2004) onde trocamos uma casa de boneca por uma estreia de academia e segue a mesma leveza das produções dos anos 2000.

Na trama Renne (Schumer) é uma moça que trabalha para uma grande marca de cosméticos na área de TI e que sempre sofreu por não se adequar os padrões de beleza impostos pela sociedade. Ela sonha em trabalha na sede do prédio e estar cercadas de modelos e pessoas com o que ela acredita ter um senso fashion igual ao dela. Um dia durante uma aula de spinning, ela cai da bicicleta, bate a cabeça e então uma confiança sem tamanha ao se olhar no espelho e ver uma mulher mais segura e bonita e então começa a viver a vida mais confiante.

Foto: Paris Filmes/STX Films

O filme acaba então ficando ainda mais cômico e envolvente na medida que vemos Renne fazer tudo aquilo que ela tinha medo por conta de sua baixa auto-estima como se candidatar para um novo emprego, arranjar um encontro realizando tarefas do dia-a-dia como ir à lavanderia ou até mesmo participar de um concurso de gata molhada.

É claro que o “efeito da magia” em algum momento do filme acaba mas a graça aqui é vermos essa situação completamente surreal tomando formas e alterando a vida da personagem. Sexy Por Acidente no meio de diversas cenas até um pouco constrangedoras passa uma mensagem importante sobre a percepção de como a mulher se vê na sociedade e perante outras mulheres, no final a grande sacada é primeiro se ame para depois deixar os outros se amarem.

Michelle Williams faz uma das Presidentes da companhia onde Renne trabalha e realmente rouba as cenas com sua personagem que tem uma voz horrível e incomoda. É como se tivemos a personagem de Anne Hathaway em Oito Mulheres e Um Segredo (2018) comandando uma empresa multi-bilionária.

Claro, o roteiro é bem simples, chega a ser bastante previsível em várias situações e não se preocupa em se aprofundar em muitas questões ou até mesmo e desenvolver alguns personagens como as amigas Vivian (Aidy Bryant) e Jane (a ótima Busy Philipps) ou o interesse amoroso Ethan (Rory Scovel) que acabam tendo suas histórias girando em torno de Renne mas Sexy Por Acidente acaba cumprindo seu papel em ser uma comédia para divertir e no meio do caminho passar um mensagem para mulheres. O famoso feel good movie que sempre esteve presente em Hollywood, alguns mais elaborados outros mais água com açúcar.   

Nota do Crítico:

Sexy Por Acidente chega aos cinemas brasileiros com previsão de estreia para 28 de junho

Miguel Morales

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