Queer Eye | Crítica da 3ª Temporada

Queer Eye mantém o ritmo de sempre nesse terceiro ano, aquela fórmula que já vimos antes, nada de novo, mas poxa, como isso funciona não é mesmo?

A grande preocupação de não inovar, depois de alguns ciclos, parece ser gritante para os fãs, mas aqui, os produtores parecem notar isso e tentam encaixar certinho, as ordens dos episódios do terceiro ano, para fazer Queer Eye continuar a ser aquele turbilhão de emoções que varia momentos divertidos e inspiradores com outros em que as lágrimas podem correr soltas, até mesmo, para os mais corações peludos.

Queer Eye – Temporada 3 – Crítica | Foto: Netflix

Nesse novo ano de Queer Eye, o programa parece ficar mais íntimo, onde vemos, os produtores explorarem as vidas dos participantes, e ao mesmo tempo, mesclar as histórias dos mesmos com as trajetórias dos 5 fabulosos.

Nesse terceiro ano, vemos Antoni se abrir com seus problemas de dependência química no passado e Bobby falar sobre sua luta contra a depressão, e isso, mostra que os roteiristas do reality show sabem como colocar uma coisa nova, aqui e ali, para dar um certo fôlego para o seriado, e fazer com que nesses novos episódios, a produção fique com um jeitão de novo.

Todos continuam a ter seu espaço no programa, Jonathan, muito bem obrigado, continua a roubar a cena, Tan sempre muito talentoso e com opiniões fortes para os seus looks (e dos participantes) e Karamo sempre ali, rondando e dando seus conselhos, e talvez, ficando com a parte mais dramática do programa.

Em Queer Eye 3, parece que a idéia é quer fazer que o programa fuja do lugar comum e tentar não se repetir, e assim, tenta introduz novas coisas e situações. Por exemplo, os 5 fabulosos até ganham um cachorro.

Queer Eye – Temporada 3 – Crítica | Foto: Netflix

E nesse novo ano, os participantes parecem que foram escolhidos a dedo, novamente, num Estado Sulista, com um jeitão conservador e republicano e num governo de Trump. Assim, ao mesmo tempo, que Queer Eye mantém seu ritmo, entrega também, seus primeiros alguma coisa. Temos o primeiro casamento em 1×08 – Bebê A Bordo, e a primeira lésbica em 1×05 – Uma Mulher Poderosa, um dos melhores da temporada e da série.

Aliás, a trinca de episódios, 1×03 – O Churrasco de Jones, 1×04 – Feitos um para o outro e o próprio 1×05 são emocionantes, tocantes e que passam uma mensagem poderosa de aceitação, tolerância e amor próprio.

No final, Queer Eye nesse novo ano, se afirma como uma das melhores coisas que surgiu na TV (e no streaming) nos últimos tempos, onde, o expectador pode não sentir a necessidade de devorar todos os episódios de uma vez, pois sabe, que a série estará lá para dar aquele abraço em formato de programa a qualquer momento, independentemente em qual episódio que você parar. E isso, só mostra a importância do programa para as futuras gerações, afinal, Queer Eye já se enraizou tanto na cultura pop e de uma forma tão significativa e sentida que o programa já se tornou um clássico. Uma salva de palmas para os 5 fabulosos.

Todas as temporadas de Queer Eye estão disponíveis na Netflix.

Miguel Morales

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