O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | Crítica

Os estúdios Disney sempre conseguiram ao longo do tempo encantar o espectador com histórias contadas de forma única, e claro, agradar os acionistas com um bom retorno financeiro em termos de bilheteria. Mas aqui, em O Quebra-Nozes e Os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms, 2018) nenhuma dessas duas coisas devem acontecer.

Temos, claro, aquela magia Disney que envolve o longa com uma produção super caprichada e um visual de tirar o fôlego, mas O Quebra-Nozes, também faz um filme de Natal que parece estar cheio de uva passas numa história cansativa e previsível em vários momentos.

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Foto: Walt Disney Pictures

Claro, O Quebra Nozes não é inédito ou uma história original Disney, e sim, uma produção baseada no conto do E. T. A. Hoffmann e nas músicas do balé russo de Tchaikovsky mas a versão do estúdio realmente consegue capturar a essência do Natal. As cenas com músicas clássicas e a sequência de dança onde a personagem de Keira Knightley, a fada Sugar Plum explica a história dos Quatro Reinos para a protagonista Clara (Mackenzie Foy) são muito bonitas num grande acerto da produção do filme que acerta principalmente nos figurinos quanto nos efeitos especiais e locações dos tais reinos mágicos que a garota encontra na noite de Natal. Mas no final, O Quebra-Nozes e Os Quatro Reinos acaba por ser um presente com um belo embrulho que quando o espectador abre vê que recebeu meias.

O filme, não é só problemas, seu elenco cheio de nomes conhecidos parece se divertir em cena, Knightley se destaca ao longo das quase 1h40 e realmente faz a produção quase valer a pena, já os novatos Foy e Jayden Fowora-Knight como soldado Phillip desaparecem complemente em tela na presença dos pesos pesados de Hollywood, a atriz Hellen Mirren, como a Mãe Ginger e o ator Morgan Freeman como Drosselmeyer que fazem rápidas participações. 

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Foto: Walt Disney Pictures

O Quebra Nozes exige do espectador um pouco de paciência para as sequências musicais que mesmo com bonitas cenas não fazem jus ao previsível plot. Para os mais adultos as cenas ficam difíceis e cansativas de se acompanhar mesmo que quem assista saiba para onde a trama ah lá Alice no País das Maravilhas vai, já para as crianças talvez a musicalidade do filme sirva de distração para os deslizes do roteiro.

No filme, a tímida mas inteligente Clara (Foy) parte para uma terra mágica na noite de Natal onde conhece seres encantados dos diversos reinos: a Terra dos Flocos de Neve, das Flores, dos Doces e o temido Quarto Reino comandado pelo assustadora Mãe Ginger. Em busca de respostas sobre sua mãe, a garota vive uma aventura que mostra que aparecias, às vezes, não são aquilo que parecem ser.

E é isso que, no final das contas, O Quebra-Nozes e Os Quatro Reinos representa, um belo mas esquecível filme de Natal, lançado em um timing completamente errado e antes das épocas festivas. O bom que a Disney aposta no seu próprio serviço de streaming não é mesmo? 

Nota do Crítico:

 

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos em cartaz no dia 1 de novembro.

Miguel Morales

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