Pokémon: Detetive Pikachu | Crítica

Pokémon Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu, 2019) chega com um formato de filme que por mais que não seja totalmente inédito, colocar atores reais para contracenar com figuras animadas, quando bem trabalhado tem tudo para dar certo, vimos isso lá na década de 80 com Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988).

E aqui, graças a franquia Pokémon, a produção acerta em fazer uma aventura adorável e divertida, onde Pokémon Detetive Pikachu faz o sonho de qualquer fã da saga virar realidade e entrega um mundo único, futurista e completamente encantador.

Ryan Reynolds and Justice Smith in Pokémon Detective Pikachu (2019)
Pokémon Detetive Pikachu – Crítica | Foto: Warner Bros Pictures

Os destaques ficam, sem dúvida nenhuma, para os bichinhos animados que saltam à toda hora e à todo minuto em tela, onde Pokémon Detetive Pikachu faz como se fosse uma grande caçada pokémon, só que tela do cinema, e que invade o longa desde dos primeiros minutos. Ao assistir o filme, o espectador deverá se sentir, dentro do longo, como se fosse ele mesmo um treinador pokémon, catalogando todos os personagens que aparecem, desde dos clássicos como Bulbasaur, JigglePuff, Charizard até os menos conhecidos.

Assim, no filme, os pokémon são transportados em tela com um bom trabalho de computação gráfica, que entrega uma precisão de detalhes gigante. Os efeitos especiais são de cair o queixo, mesmo que, às vezes, em algumas (poucas!) cenas temos a certeza que os atores reais estão atuando sozinhos. Mas, é nada que interfira com o clima de empolgação que Pokémon Detetive Pikachu oferece, onde ver os monstrinhos na tela gigante, ganharem vida com uma realidade impressionante, compensa qualquer dificuldade tecnológica que o longa possa sofrer.

E mesmo com um roteiro simples, o de um jovem tímido em busca de seu potencial que se vê envolvido numa aventura cheia segredos sobre seu passado e com corporações mega evil e que não foge muito do famoso arco narrativo conhecido como a jornada do herói, Pokémon Detetive Pikachu se garante com alguns truques dentro da sua pokébola, entrega boas e surpreendentes surpresas e faz algumas viradas em sua história bem interessantes.

O novato Justice Smith é simplesmente uma revelação, o jovem entrega uma atuação caprichada e completamente dentro do esperado para um longa do gênero. Cheio de carisma, o ator, junto com a versão digital de Pikachu, dublada pelo sempre hilário Ryan Reynolds no original, esbanjam química e são totalmente a alma e o coração do filme. Assim, aliados com a curiosa Lucy , uma jornalista ah lá Lois Lane dos filmes antigos do Superman interpretada pela atriz cheia de potencial Kathryn Newton e o engraçadíssimo pokémon Pysduck, o quarteto navega por uma aventura completamente divertida, feita para todas as idades, enquanto procuram desvendar um caso envolvendo substâncias químicas perigosas e um pokémon mega poderoso, o temido MewTwo.

Kathryn Newton and Justice Smith in Pokémon Detective Pikachu (2019)
Pokémon Detetive Pikachu – Crítica | Foto: Warner Bros Pictures

Assim, Pokémon Detetive Pikachu, tem piadas para adultos e uma história de investigação cheia de pequenos easter-egg do mundo animado de pokémon para as crianças. A produção faz aqui, um adorável mundo novo, que se apresenta, e se revela aos poucos, na frente dos olhos atentos do espectador que deve observar com atenção tudo que é entregue nessas quase duas horas.

No final, Pokémon Detetive Pikachu faz uma produção espirituosa e cativante, como se fosse um sopro de leveza marcado num momento que Hollywood se rende para os longas de super heróis, onde o filme abre possibilidades eletrificantes, igual os poderes de seu pokémon protagonista, para uma nova e empolgante franquia.

Nota do Crítico:

Pokémon Detetive Pikachu chega em 9 de maio nos cinemas.

Miguel Morales

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