Planeta dos Macacos: A Guerra | Crítica

Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes, 2017) vem para finalizar uma franquia até que bem conhecida pelo grande público e que deu bastante lucro em termos de bilheteira para o estúdio FOX. Esse terceiro filme estreia com uma trama um pouco mais politizada, com questões sociais importantes e claro com efeitos especiais de primeira, que deixam qualquer um de olho arregalado com a qualidade envolvida na produção.

Com roteiro e direção de Matt Reeves, que cuidou de Cloverfield: Monstro (2008)Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) e agora está a frente do filme solo do Batman, o longa parece ser o mais maduro da franquia em si e definitivamente mostra uma complexa e nova parte da jornada de Ceasar (o fantástico Andy Serkis) e seu grupo de macacos. A medida que eles continuam a lutar contra o exército de seres humanos liderados pelo implacável Coronel (Woody Harrelson) ainda tem que superar algumas perdes e casualidades no meio dessa guerra toda.

Foto: FOX Film

Primeiramente o que chama e muita a atenção no filme são os efeitos visuais, desde dos pêlos dos macacos, até o movimento de andar e falar e claro todas as interações macaco-homem são fantásticas e realmente dá para perceber o trabalho envolvido na criação desse mundo. Serkis mostra aqui o motivo de ser um dos grandes destaques nesse ramo da industria e definitivamente rouba a cena do começo ao final do filme, mesmo a gente não vendo a cara dele em tela, o ator consegue transmitir uma sensação de acolhimento e nos fazer entender todas as emoções que o personagem passa em cena, suas motivações e até mesmo quando ele tem que lutar com seu lado mais escuro o que acaba sendo bem trabalhado no filme.

Woody Harrelson faz um Coronel bem interessante e dá para sentir que o ator caiu de cabeça na ambientação para o personagem. Em cena, ele está possuído e forma um vilão à altura para os macacos. Se você espera um filme de ação cheio de cenas de tiros, explosões pode segurar um pouco suas expectativas. Claro, elas tão lá e são colocadas de forma bem interessantes ao longo da trama mas não é o ponto principal e chave do filme. Planeta dos Macacos: A Guerra é um drama sobre guerra e suas consequências. É como devemos nos colocar no lugar do outro e ver o mundo de uma outra forma. Ele cresce gradualmente, começando um pouco morno para depois da sua primeira hora entregar uma trama ágil, empolgante e que você precisa saber o que vai acontecer pois a tensão está presente a todo momento.

As cenas de explosões estão lá mas o que realmente chama atenção são as interações entre os personagens e claro aquela boa e velha virada de roteiro, no filme nada é preto no branco e tudo tem uma motivação e alguma coisa por trás que é explicado de forma bem interessante e que no final gera um sentimento positivo. Acaba incomodando algumas situações que são corridas demais no longa e exigem uma atenção um pouco maior para quem principalmente não é fã da franquia mas a produção compensa essas falhas com a preocupação com detalhes como por exemplo uma flor no cabelo, uma boneca de pano num cômodo, um olhar de um macaco diferente que fazem uma grande diferença na edição final do filme. Junto a esse clima tenso de guerra, a produção ainda abre espaço para um alivio cômico, dentro do tom e usado de boa maneira com um macaco que se auto-chama de Macaco Ruim (Steve Zahn)

Planeta dos Macacos: A Guerra pode não ser um mega filme como andaram pintando por ai mas seus efeitos especiais são fantásticos de bons, e o longa garante boas atuações tanto aquelas em computação gráfica quanto de atores, passa um bonita mensagem (“Macacos… unidos… fortes”) e entrega cenas bem interessantes. Vale a pena assistir!

Nota do Crítico:

Planeta dos Macacos: A Guerra estreia em 3 de agosto.