Perfil | George A. Romero (1940-2017)

É muito difícil falar sobre George A. Romero nesse momento, suas ideias me influenciaram como pessoa e a sua visão é parte da minha música. Simplesmente ele é pai dos zumbis, criador de um estilo único que misturava filmes de terror e críticas ácidas a sociedade.

George nasceu em Nova York, no bairro do Bronx, em 1940, começo da carreira dirigiu alguns curtas e trabalhou na publicidade com comerciais. Mas no final dos anos 60 foi o ponto chave para a mudança, já que ele e alguns amigos fundaram a produtora Image Ten Productions. Com uma verba de cerca de 100 mil dólares e muita criatividade, eles produziram o aclamado A Noite dos Mortos-Vivos (1968).

Optando por filmar em preto e branco, onde chocolate era sangue e presunto carne morta, um protagonista negro combatia uma praga zumbi na qual não sabemos a origem até hoje.

Ao longo da sua obra críticas sociais eram sempre presentes, n’A Noite dos Mortos-Vivos temos um protagonista negro, que é um espelho aos turbulentos anos 60. Madrugada dos Mortos seria uma crítica ao consumismo, onde os mortos ainda estão presos as vitrines do shopping. Despertar dos Mortos faz críticas ao militarismo americano, enquanto na Terra dos Mortos faz uma análise apocalíptica sobre conflito de classes. Diário dos Mortos é o verdadeiro BBB dos zumbis. Em seu último filme sobre zumbis, A Ilha dos Mortos, George fala sobre eutanásia social, onde devemos ou não esperar por uma cura ou ser extirpados da terra.

George A. Romero morreu neste domingo (16/7) aos 77 anos. Lutava contra um câncer de pulmão e não resistiu. Ele morreu enquanto escutava a trilha sonora de Depois do Vendaval (1952), seu filme favorito.

Além de todos os filmes de zumbis seguem três títulos que mostram muito do estilo do mestre:

  • A Máscara do Terror (Bruiser) 2000
  • O Exército do Extermínio (The Crazies) 1973
  • Comando Assassino (Monkey Shines) 1988

#RIP George A. Romero