Parque Do Inferno | Crítica

Parque Do Inferno (Hellfest, 2018) é seu típico filme de slasher! Temos assassinos mascarados, motivações misteriosas, jovens bonitos que correm por aí e tomam decisões não muito espertas ao longo do filme como, por exemplo, entrar numa casa escura e assustadora com um serial killer à solta.

E por mais que a produção reúna todos os elementos para um bom slasher, Parque dos Infernos prende o espectador num labirinto que tenta ser assustador mas que funciona melhor como um suspense teen!

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Foto: Paris Filmes

Parque dos Infernos é marcado por sua simplicidade, tanto de roteiro quanto de personagens, onde logo no começo do filme, apenas o que sabemos é sobre a atração – um parque de diversões com a temática do terror – e somos apresentados para um rápido contexto de nossos personagens, onde o filme mostra um pouco da história do grupo de amigos.

Na trama, acompanhamos um grupo de universitários que resolvem visitar um parque de diversões de terror e que acabam por cruzar, em pleno Halloween, com um assassino mascarado disfarçado como uma das atrações do local. Vemos a chegada de Natalie (Amy Forsyth) para participar do evento com sua amiga de infância, Brooke (Reign Edwards) e sua colega de quarto Taylor (Bex Taylor-Klaus, ótima) e ainda ver se a garota consegue desenrolar um relacionamento com o tímido Gavin (Roby Attal) que também estará no parque com seu grupo de amigos.

Assim, Parque do Inferno tem protagonistas prontos para mostrarem para o que vieram, mas o roteiro não desenvolve seus personagens em quase nenhum momento, onde não vemos nada que conte como e por que eles são amigos ou mostre mais sobre a relação entre eles que poderiam ser um pouco mais aprofundadas, como visto em outro terror teen lançado no ano, Verdade Ou Desafio (2018) da produtora Blumhouse.

Aqui, a função desses personagens é, apenas, estar no parque no mesmo momento que o serial killer resolve aparecer por lá, onde metade deles só estão na história para morrer nas mãos do mascado. Já as motivações do assassino para escolher seus alvos são completamente esquecidas e mesmo que o roteiro tente criar alguns conflitos entre os personagens tudo fica muito raso e sem explicação. O mais bacana do filme acaba por ser acompanhar os personagens indo de atração em atração no parque, num grande labirinto cheio de fases assustadoras numa mistura de rave com doces e travessuras. E claro, ver como, quando e quem morrerá primeiro.

E para um filme do gênero slasher, Parque do Inferno, cumpre seu papel. As sequências das matanças, algumas até que previsíveis, são cheias de suspense e mesmo que não deem grande sustos, são bem feitas, onde, até diríamos, algumas são um pouco perturbadoras. Assim, não vá para o filme esperando uma mega motivação do assassino, como em Halloween 2018, apenas pegue seu ticket e embarque no trem para o parque.

No final, o visual um pouco mais retrô, e os dramas mais adolescentes marcam uma forte presença no longa e acabam por ser o destaque de Parque Do Inferno que acerta em criar uma atmosfera de suspense até que bacana, mesmo que estejam lá só para compensar as falhas que a produção tem e que fazem do filme, uma grande colcha de retalhos, cheio de clichês já vistos em outras produções do gênero.

Nota do Crítico:

chega nos cinemas em 22 de novembro com sessões de pré-estreia já no dia 15.

Miguel Morales

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