Os Estranhos: Caçada Noturna | Crítica

Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, 2018) faz um filme de terror que mesmo sendo uma série de clichês de produções do gênero, acerta em fazer que a expectativa para o susto fique meio que colocada de lado, pois a história dos personagens é bem mais interessante do que a matança em si, mesmo que acabem sendo até um pouco irritantes em várias partes.

Foto: Diamond Films

Essa continuação que não é bem uma continuação de Os Estranhos (2004), faz de Os Estranhos: Caçada Noturna ser um ótimo exemplo de filme slasher. O longa acaba não trazendo de volta os personagens do primeiro, pelo menos os mocinhos, e sim os bandidos e nesse filme de 2018, temos esse trio de assassinos psicopatas mascarados que matam aleatoriamente agora atacando uma família que vai para uma hotel isolado e que acabam tendo que lutar para sobreviver.

Com um elenco enxuto, o filme cumpre bem o papel de ser um filme do gênero, afinal, temos um não mas três assassinos em série que usam máscaras e vão matando os personagens ao longo do filme. Os Estranhos: Caçada Noturna além de ser um longa que a história se passa em uma única noite, fazendo que se desenrole rapidamente, temos também uma quantidade de vitimas reduzida, então, temos tempo de explorar mais sobre elas e claro fazer com que seus atores desenvolvam mais seus personagens.

O filme tem pessoas conhecidas da TV mas não tão conhecidas assim sabe? É o caso do ator Martin Henderson visto na série médica Grey’s Anatomy (2005-atual), da atriz Christina Hendricks do drama Mad Men (2007-205) e claro Bailee Madison vista na produção de fantasia, Once Upon a Time (2011-2018). O trio até que entrega boas atuações, nada muito empolgante ou fora do esperado e o filme se destaca pelo fato de quem irá sobreviver naquela noite e como falamos, a história dos personagens acaba sendo bem mais interessante. 

A filha mais nova Kinsey (Madison) tem seus problemas familiares e todos eles vão para um chalé no acampamento de um parente e lá a roupa suja é lavada e os conflitos são expostos desde dos problemas no casamento de Cindy (Hendricks) e Mike (Henderson) até uma rivalidade entre irmãos de Kinsey com Luke (Lewis Pullman). Até que uma moça bate na porta pedindo informações e o filme até esse momento poderia ser bem o começo de um episódio piloto de uma série teen mas parte para uma matança desenfreada, embalada numa ótima trilha sonora de clássicos dos anos 80.

Foto: Diamond Films

As jogadas de câmera do diretor Johannes Roberts só fazem o clima de angustia e tensão ficaram maiores e as cenas com as tomadas super abertas apenas conseguem mostrar que para os mascarados aquilo é um jogo sádico e que seus oponentes serão facilmente derrotados. A fotografia escura e se apoia muito nos constrate de luz, principalmente com luzes neon, e em uma cena que um dos personagem é perseguido por um dos assassinos numa piscina acaba sendo é uma das sequências mais estilosas do filme.

Os Estranhos: Caçada Noturna tem aquela cota de jump scare característica dos filmes de terror B mas aqui mostra vilões sendo vilões sem motivações aparentes apenas estão lá por estar. No final, o filme não apresenta nada de novo e empolgante. Apenas é uma produção de baixo de orçamento que te faz pensar “não faz isso que personagem burro esqueceu o celular na mesa”, assim, nada de diferente de milhares de outros filmes que abordam o tema.

Nota do Crítico:

, chega nos cinemas em 7 de junho!

Miguel Morales

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