Operação Overlord | Crítica

O maior mérito de Operação Overlord (Overlord, 2018), talvez, tenha sido em sua trajetória, que começou como um filme pouco comentado (e divulgado) ao longo do ano, teve sua produção cercada de mistério em relação a sua trama e sua história, até que enfim, tivemos um primeiro trailer liberado mas nada de ganhar um destaque na mídia ou com o público.

O longa só ganhou um buzz enorme depois de sua estreia no Fantastic Fest (uma convenção de fãs no Texas realizada em Setembro desse ano) onde a produção foi super elogiada pelo público presente e foi aí que Operação Overlord começou a ser notado, onde o filme foi cercado de um boca-a-boca gigante em que todos pareciam só falar que queriam assistir a produção.

 Overlord movie review operação overlord críticaFoto: Paramount Pictures

Operação Overlord faz um filme simples, violento e acaba por ser um bom e velho longa de guerra mas que entrega no seu roteiro, assinado pela dupla Billy Ray e Mark L. Smith, uma produção solída e com propósito bem definido. Com alguns sustos aqui e ali e um jeitão bem trash em vários momentos, Operação Overlord, segue uma cartilha bem parecida com outros títulos do gênero, como por exemplo, a série The Walking Dead (nos seus momentos bons!) e apresenta uma história que soa, ao mesmo tempo bem real, mas também é cheia de pirações e um toque de fantasia.

O drama tem mão de J.J. Abrams e no melhor estilo Cloverfield, o produtor nos entrega um filme com uma história fechada, com um trama única e algumas surpresas ao longo do caminho. No longa, acompanhamos um grupo soldados que estão em plena Segunda Guerra Mundial e partem para uma missão em um território inimigo. O grupo precisa chegar em uma vila francesa para destruir um sinalizador alemão mas, ao chegar lá, eles encontram algumas coisas um pouco sinistras e, não por menos, assustadoras.

Se a história é simples, Operação Overlord, consegue que seu elenco pouco estrelado segure as pontas. No filme, cada membro do grupo, parece ter um papel a desempenhar. Temos, Tibbet, um soldado falador e engraçadão, interpretado pelo ator John Magaro, Boyce, o novato e inexperiente (Jovan Adepo, muito bom), o comandante Ford (Wyatt Russell) com seu jeito caladão, cheio de mistérios e com olho apurado em completar a missão, e claro, o inimigo, o típico oficial alemão cruel e impiedoso (Pilou Asbæk, talentoso).

E para um filme focado para o público masculino, com um elenco totalmente masculino, Operação Overlord ainda consegue nos entregar Chloe (Mathilde Ollivier), uma personagem feminina bem bad-ass, independente, e que claro, rouba todas as cenas. Nerds aprendam e pirem. 

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Foto: Paramount Pictures

E quando a missão se torna mais perigosa devido aos malucos experimentos dos alemães, que usam os moradores da vila como cobaias, Operação Overlord ganha mais corpo, fica mais interessante e o diretor Julius Avery consegue deixar o longa com um ritmo bem mais frenético . É como se tivemos um Dunkirk (2017) que passa totalmente numa mesmo linha do tempo mas, com um tom mais sombrio, uns jump scares e que entrega personagens bem maquiados e com efeitos práticos bacanas.

Temos zumbis? Sim, temos, mas Operação Overlord é muito mais do que isso, e faz, um drama de ação com algumas cenas bem violentas, pesadas e que não poupam o sangue que jorra pela tela. Mas, não vá esperando mais que isso.

Fãs de vídeo-game, filmes de guerra e zumbis apareçam que o filme é para vocês.

Nota do Crítico:

 

Operação Overlord chega na 42a Mostra de São Paulo, no Festival do Rio e logo depois nos cinemas com previsão de estreia para 8 de novembro.

Miguel Morales

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