O Candidato Honesto 2 | Crítica

O nacional O Candidato Honesto 2 (2018) é como político em época de eleições, tudo são flores onde temos promessas e promessas de um país novo mas no final tudo acaba na mesma.

Leandro Hassum pode até ainda levar um público para os cinemas, é o segundo longa protagonizado pelo ator no ano, mas na sequência do filme de 2014 temos o mais de mesmo.

O Candidato Honesto 2 tem piadas ruins, um texto forçado e claro uma tentativa de fazer humor com o tema em ano de eleições.

Nesse segundo filme, João Ernesto (Hassum) retorna para a vida pública, após ser preso por corrupção no primeiro filme. Ernesto então tenta se candidatar para Presidente da República quando vê sua popularidade crescer. Ele quer fazer um Brasil melhor para os filhos (que deixam o país por conta da corrupção) e até tenta voltar com a ex-esposa (Flavia Garrafa, desperdiçada com uma piada batida ao longo do filme todo) para alcançar o feito.

Ele até consegue mas é preciso fechar um acordo com o diabo, no caso aqui um vampiro.  O Candidato Honesto 2 se baseia nos últimos acontecimentos da política nacional para contar uma trama sobre golpes de Estado, politicagem e traições partidárias. Mas nessa comédia tudo soa muito mais como uma grande episódio do antigo Zorra Total com interpretações caricatas de figuras reais que vivem em Brasília e situações que só beiram o impossível pois muitas delas aconteceram na vida real.

Hassum até tem algumas (poucas) cenas boas, principalmente quando o ator parece sair do personagem e falar com o espectador sobre suas outras produções (e seus outros trabalhos e colegas como Marcius Melhem) numa metalinguagem interessante. Mas seu personagem é demais, o filme tem piadas ruins demais, tudo é negativamente demais, desde do romance com a jornalista Amanda (a fraca Roseane Muholland) até mesmo o inexistente combate com um outro candidato interpretado pelo ator Anderson Muller. 

Nem mesmo Mila Ribeiro como uma cópia da ex-Presidente Dilma consegue dar o tom para o filme, um dos poucos acertos fica com o comediante Paulinho Serra que faz um personagem engraçado e que no final das contas é o mais normal dentro do filme, isso por que ele faz um fã fanático de João Ernesto. O roteiro Paulo Cursino tenta dar algumas reviravoltas na trama mas nada que se assemelhe aquilo que já vemos nos jornais todos os dias.

No final, O Candidato Honesto 2 tenta ser uma parodia do dia-a-dia em Brasília mas acaba por ser apenas uma cópia mal-feita da realidade que vivemos todos os dias com a política nacional.

Nota do Crítico:

O Candidato Honesto 2 em cartaz nos cinemas.

Miguel Morales

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