Mostra SP 2018 | Um Noir nos Balcãs (Balkan Noir) – Resenha

Um Noir nos Balcãs (Balkan Noir, 2017) é uma produção da Suécia e Montenegro que tem direção de Dražen Kuljanin.

Confira a sinopse:

Cinco anos se passou depois que os suecos Nina e Oskar perderam a filha. Ela sumiu durante uma viagem em Montenegro. Oskar aceitou a tragédia e tocou sua vida em frente, mas Nina continua obcecada pela ideia de encontrar a garota viva e se vingar dos responsáveis. Sua esperança ganha um novo fôlego quando Nikola, o único detetive que ainda não desistiu do caso, encontra novas pistas. O filme mostra o desenrolar da narrativa quando os personagens fumam, em uma vingança contada em 20 cigarros. 

O que achamos: 

Pretensioso mesmo que tente contar uma boa (mas maluca) história. Um Noir nos Balcãs se salva por poucas coisas. A primeira é pela sua fotografia que deixa o filme com um visual caprichado no melhor estilo noir e a segunda são pelos pequenos clipes antigos de propaganda de cigarros exibidos entre algumas passagens do filme e que por conta do seu tom bem humorado (e do estilo de vida que eles vendiam) quebram a tensão da história.

A atriz Disa Östrand que interpreta a mãe Nina, claro, entrega uma boa e forte atuação na busca de uma pista sobre o paradeiro de sua filha desaparecida mas mesmo assim, Um Noir nos Balcãs não empolga como deveria, pelo fato que acaba por ser mais um retrato psicológico dos pais da garota sumida do que efetivamente um filme sobre seu desaparecimento.

Por ser contato em 20 cigarros, o longa não parece se importar em apresentar e desenvolver seus personagens onde alguns tem zero função para a trama. Infelizmente, é como se o diretor Dražen Kuljanin estivesse mais preocupado em fazer tomadas bonitas, com luzes vermelhas e um tom quase séptico ah lá filtro de instagram do que efetivamente contar uma boa história.

No final, Um Noir nos Balcãs é esteticamente impecável e não chega a desapontar totalmente, apenas, poderia contar melhor sua historia e aproveitar seus temas como vingança, depressão e mulheres fortes para desenvolver melhor seu lado investigativo.

Nota do Crítico:

Visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Sem previsão de estreia no circuito nacional.

Miguel Morales

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