Mostra SP 2018 | Sequestro Relâmpago – Resenha

Sequestro Relâmpago (2018) faz parte da Mostra Brasil, tem direção de Tata Amaral e conta com os atores Marina Ruy Barbosa, Sidney Santiago Kuanza e Daniel Rocha.

Confira a sinopse aqui:

Isabel é vítima de um sequestro relâmpago ao sair de um bar. Inexperientes, Matheus e Japonês, os sequestradores, notam que não conseguirão chegar a um caixa eletrônico em funcionamento antes das 22h e decidem ficar com Isabel até que amanheça e eles possam fazer o saque. Os três estão nervosos. Refém em seu próprio carro, Isabel terá que negociar sua vida com os dois durante toda a noite.

O que achamos:

Sequestro Relâmpago, em sua essência, até chega a ser um bom filme, mas toda a premissa desse nacional em mostrar a noite de uma jovem sequestrada cai por terra, quando não chega a ser uma produção extremamente tensa e que deixe o espectador vidrado em tela.

Talvez pelo fato de querer mostrar uma complexidade maior para história, a diretora Tata Amaral acaba por criar e desenvolver um relacionamento entre seus personagens que deixa a trama um pouco arrastada, onde a tensão maior que deveria ser o foco do filme, justamente a parte do sequestro, acaba sendo deixada de lado. Sequestro Relâmpago tem um ar bem de produção global, talvez pelo fato de termos dois dos três protagonistas, Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha, vindos da emissora.

Algumas passagens e alguns diálogos vistos no filme deixam ele com um jeitão quase novelesco, principalmente ao apresentar seus personagens e ao introduzir situações para justificar o sequestro durar por mais de 8 horas, onde os personagens acabam por transitar por diversos pontos da cidade para esperar o caixa eletrônico abrir pela manhã e rapar a conta da jovem. A personagem de Ruy Barbosa, começa como um grande estereótipo de protagonista de novela, mas a atriz até que cresce ao longo do filme. Já Sidney Santiago, o terceiro protagonista do longa, consegue se destacar dos colegas e mesmo sendo um pouco menos conhecido do grande público faz uma boa atuação.

No filme, todas as situações mostradas pelo roteiro, ficam um pouco fora de uma realidade vista todos os dias nos noticiários, onde mesmo que no final Sequestro Relâmpago, acaba por ser um filme de ficção, diversos momentos acabam por não colarem.

Assim, o filme não funciona muito bem nem como drama, nem como suspense, onde o longa sofre para desenrolar uma história que fala sobre questões sociais e três pessoas que poderiam em um mundo ideal até serem amigos e colegas se não fossem diversas circunstâncias.

Nota do Crítico:

Filme visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Previsão de estreia para 22 de novembro.

Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter falando sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema e claro outras besteiras. Uso chapéu branco e grito It's Handled! Me segue lá: twitter.com/mpmorales