Monster Trucks | Crítica

Na comédia da sessão da tarde Monster Trucks você tem que embarcar na história para conseguir tirar um pouco de graça e rir das maluquices que o filme apresenta. Claro que elas são bem explicadas cientificamente para leigos, mas como diria uma certa escritora de novelas brasileira, você tem que voar e é isso que se deve fazer ao acompanhar a jornada do menino que fica amigo de uma criatura marinha com inteligência.

No filme Tripp, o galã sorridente e carismático Lucas Till da nova versão da série de TV MacGaver, é o típico herói que vive numa cidade do interior e acha que sua vida deveria ser mais que aquilo. “Eu quero mais que a vida do interior” Bela de A Bela e a Fera poderia sentar num café e ter horas de uma conversa interminável com ele.  A cidade que ele mora é dominada por uma empresa de energia que começa a drenar tudo atrás de petróleo e gás no lugar até encontrar com um problema, um ecossistema totalmente novo e com criaturas ainda não conhecidas e catalogadas que acabam escapando para a superfície e sendo presas pelo CEO da companhia um canastrão Rob Lowe e o cientista responsável pelo projeto, Jim papel do sempre engraçado Thomas Lennon.

Mas uma dessas criaturas acabam escapando e se escondendo na oficina onde Tripp trabalha. Ele construiu uma caminhonete gigante feita com peças de carros sucateados e ao tentar escapar dos capangas da empresa ele cria um lar provisório dentro da caminhonete para a criatura do mar e a chama de Creech. Assim com a ajuda da sabe tudo Hermione wannabe Meredith (Jane Levy) tem uma queda por ele os dois vão tentar achar os pais de Creech para retornar os três animais para seu o habbit natural. Mas claro que eles tem que fugir das encrencas do padrastro de Tripp, Rick (Barry Pepper) que é o Xerife da área e das garras dos capangas da empresa de energia.

Foto: Paramount Pictures

O filme é para um público infantil de até uns 11 anos no máximo, mas os efeitos especiais tanto das criaturas marinhas quanto das corridas de carro são aceitáveis e bem feitos, a história é bem amarrada e conta com uma mensagem bacana. O roteiro sabe fazer você embarcar na história maluca e você deve fazer o mesmo, as piadas estão lá para fazer os pais darem uma risadinha também.

Monster Trucks conta mais uma história de um rapaz que fica amigo de um ser de outra raça num filme água com a açúcar digno quando você não quer ver nada muito profundo e quer gastar 1h30 de forma despretensiosa e vendo um elenco que poderia estar em uma série da The CW ou em um trama da Malhação. Sem muitas expectativas aqui por que acho que nem o filme se levou muito a sério.

Nota do Crítico:

Monster Trucks estreia nos cinemas dia 23 de fevereiro.