Moana – Um Mar de Aventuras | Crítica

Uma nova heroína e uma nova animação cativante dos Estúdios Disney chega nas telonas, estamos falando de Moana – Um Mar de Aventuras (Moana, 2016). E claro a Disney acerta a mão novamente com a velha e boa fórmula da princesa/heroína que deixa tudo de lado para se aventurar pelo mundo.

Moana (dublada pela atriz iniciante Auli’i Cravalho) é filha do Chefe Tui em uma ilha na Polinésia que não se vê como uma princesa donzela em perigo, mesmo com o semi-deus Maui (dublado pelo ator Dwayne Johnson no original) dizer em tom de brincadeira: “se você usa saias, tem um animal falante como amigo logo você é uma princesa”. Pelo ao contrário, Moana não precisa ser salva, ela é independente, forte e faz parte da sua comunidade onde todos tem um papel na sociedade e seu pai espera que ela siga seus passos e assuma seu lugar na vila, cumprindo suas responsabilidades. Como em A Pequena Sereia (1989) o pai de Moana tem algumas regras e uma delas é que ninguém deve ultrapassar o recife de corais que cerca a ilha. Assim com a música “Where We Are” podemos ver como ele espera que deva ser a vida da filha.

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Foto: Disney

Aliás as músicas são um grande destaque do filme. Elas são alegres e contam a história de uma maneira suave e engraçada, numa melodia que fixa na sua cabeça. Isso claro dá certo devido a equipe do filme que incluem o produtor da Broadway, Lin-Manuel Miranda (Hamilton),  o compositor vencedor do Grammy Mark Mancina (Tarzan e O Rei Leão) e Opetaia Foa’i. As músicas “How Far I’ll Go” e “Shiny” são os destaques do filme.

Nesse conflito entre Moana com seu pai é assim que nossa aventura finalmente começa. Inspirada em parte nas histórias orais do povo e das culturas da Oceania, a trama avança quando uma ameaça chega a ilha e deixa a população sem peixes e frutas. Então nossa heroína descobre a verdade sobre seus ancestrais e parte em busca da ajuda do semi-deus Maui junto com seu amigo galo, enfrentando o mar que sempre a chamou.

Sem roubar a atenção da protagonista, o personagem de Maui tem tatuagens por todo seu corpo que contam suas proezas extraordinárias, incluindo uma mini versão de si mesmo que age como a sua consciência. Ele é outro que busca uma redenção no filme. Seu comportamento arrogante e egocêntrico sofre uma mudança, é um filme de jornada para os dois personagens da trama. Juntos, eles atravessam o oceano aberto em uma viagem repleta de ação, deparando-se com monstros enormes e probabilidades impossíveis, e ao longo do caminho, Moana descobre aquilo que sempre buscou: sua própria identidade.

Moana – Um Mar de Aventuras desde do início tem um visual maravilhoso, um roteiro simples e músicas incríveis. O filme tem a direção de Ron Clements e John Musker, a equipe de direção por trás de A Pequena Sereia, Aladdin e A Princesa e o Sapo, então a diversão é garantida para os pequenos e claro para toda família.

Nota do Crítico:

Confira o trailer:

O filme Moana – Um Mar de Aventuras terá sua pré-estréia no Brasil durante o painel da Disney na CCXP – Comic Con Experience 2016, e tem estréia nos cinemas para 5 de janeiro de 2017.

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