MIB: Homens de Preto – Internacional | Crítica

MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black: International, 2019) segue bem a cartilha que a Sony Pictures tem adotado ao longo dos últimos anos. Pegar franquias de sucesso do passado, dar um tapa e lançar como novos filmes. Deu certo com Jumanji e a segunda tentativa com o Homem Aranha, e não tanto com Caça-Fantasmas (com um elenco feminino!) e com A Garota Na Teia da Aranha.

Assim, o novo MIB tem a grande missão de apresentar os Homens de Preto para uma nova geração, e ao fazer isso, entrega uma produção divertida, numa grande aventura ao redor do mundo, com uma dupla de protagonistas carismáticos e que literalmente são a grande alma do filme, assim, como a trilogia original foi. 

Chris Hemsworth and Tessa Thompson in Men in Black: International (2019)
MIB: Homens de Preto – Internacional – Crítica | Foto: Sony Pictures

Esse novo filme de Homens de Preto, entrega tudo aquilo que já estávamos acostumados com a trilogia original protagonizada por Will Smith e Tommy Lee Jones, criaturas alienígenas andando pela Terra, algumas boas, outras visando a dominação do nosso planeta, onde a organização chamada de Men In Black cuida da relação humana vs alien.

O grande mérito do filme, além de juntar novamente Chris Hemsworth e Tessa Thompson em tela, talvez seja em explorar as pequenas coisas que marcaram a franquia MIB no passado. Aqui, em MIB: Homens de Preto – Internacional, temos criaturas de diversas galáxias disfarçadas vivendo suas vidas na Terra, a busca por um artefato minúsculo, mas muito poderoso, e claro, a velha e boa dinâmica entre um agente sério e que segue as regras, para um mais descontraído. O clássico bom/mau policial, com conflito de personagens, que as produções de TV vivem a trabalhar, como as séries Castle, Lucifer e Brooklyn Nine-Nine.

A personagem de Tessa Thompson (o destaque), a Agent M, meio que funciona como os olhos do espectador para essa nova etapa na franquia MIB, ao ingressar na organização, onde vemos o foco sair da cidade Nova York e a trama ganhar ares globais e um senso maior para o que chamamos de linha de proteção da Terra contra ameaças intergaláticas. Assim, o roteiro da dupla Art Marcum e Matt Holloway junta a dedicada e inexperiente nova agente, com o veterano Agente H (Hemsworth numa vibe James Bond), do escritório de Londres, uma figura que se apoia nas glórias do passado por ter salvado o mundo com seu carisma e uma grande arma. MIB: Homens de Preto – Internacional, parece aqui, deixar a organização MIB mais robusta, onde além da filial em Nova York, vista na trilogia original e que marca o retorno de Emma Thompson como a Agent O, vemos o dia-a-dia efetivamente da organização, como uma boa comédia de escritório, onde temos uma sub-trama envolvendo uma certa competição para quem será o melhor agente e etc.  

Após, apresentação da dupla principal, que demanda bastante tempo do filme e do roteiro, e de explicar o motivo para eles saírem para uma perigosa missão juntos, o que talvez, acabe por tirar um pouco da agilidade do filme, MIB: Homens de Preto – Internacional, parece trabalhar com sua trama para apresentar ao longo do filme, novos números para essa equação.

Chris Hemsworth, Tessa Thompson, and Kumail Nanjiani in Men in Black: International (2019)
MIB: Homens de Preto – Internacional – Crítica | Foto: Sony Pictures

Assim, saído da fase que ambienta o espectador, o que não deixa de ser divertida, entramos de cabeça na missão que leva os personagens para dar uma voltinha pelo mundo, onde eles precisam lidar com uma ameaça conhecida como a Colmeia, uma raça ailen que rouba DNA que deixa os efeitos especiais bem bacanas, e ainda conhecer mais do sub-mundo, liderados pela misteriosa personagem da atriz Rebecca Ferguson (numa peruca horrível). MIB: Homens de Preto – Internacional, trabalha com as mais diferentes figuras, nos mais diferentes locais, onde o outro grande destaque fica com o personagem criado por computação gráfica, o alien Pawny  (voz do sensacional Kumail Nanjiani) que agrega e muito para deixar o lado cômico do filme aflorar, e assim, dar mais material para Thompson e Hemsworth também embarcarem nesse lado mais cômico e quase sarcástico que o filme segue.

MIB: Homens de Preto – Internacional faz uma produção redondinha, sem muitas surpresas ao longo de sua história. Claro, temos as reviravoltas que marcaram a franquia MIB antigamente, mas aqui, os produtores parecem jogar sem arriscar muito. Tudo isso, claramente, não tira o mérito do longa de entreter e entregar uma boa história que expande a franquia MIB para novos horizontes. Na onda de retomada do estúdio, MIB: Homens de Preto – Internacional talvez não tenha o mesmo impacto de Jumanji: De Volta à Selva, mas acaba por ter seus méritos em juntar bons atores, com um texto que acerta no tom bem humorado, e que foge um pouco do já engessado filão de super-heróis. 

Nota do Crítico:

MIB: Homens de Preto – Internacional chega nos cinemas em 13 de junho.

Miguel Morales

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