Meu Eterno Talvez – Crítica

Meu Eterno Talvez (Always Be My Maybe, 2019) faz aquela clássica e deliciosa comédia romântica no melhor estilo Nunca Fui Beijada (1999), Apenas Amigos (2005) e Sexo Sem Compromisso (2011). Divertida e descompromissada, o longa conta a história de um garoto, uma garota, e anos que eles poderiam ter ficado juntos, se uma coisa não atrapalhasse os dois: eles mesmos!

Meu Eterno Talvez tem uma sagacidade e um jeito adorável de contar essa história, e ainda abrir a cultura asiática para mais pessoas. Meu Eterno Talvez não chega a ter o mesmo carisma que Podres de Ricos, e faz aqui, um primo pobre, assim diríamos, mas consegue trabalhar o tema da diversidade de uma forma tão impressionante quanto o queridinho longa de 2018 fez. 

E Meu Eterno Talvez não deixa dúvidas, ou um talvez no ar, e é a garantia de uma comédia romântica daquelas para assistir, numa tarde chuvosa, sem compromissos e feita para se encantar com o vai e vai da chef celebridade Sasha (Ali Wong) e do cantor amador/faz tudo Marcus (Randall Park), na medida que eles se conhecem na infância, crescem como pessoas e acabam por se encontrarem novamente já adultos e quem sabe, enfim, se encontrarem como um casal. 

Meu Eterno Talvez – Crítica | Foto: Netflix

O filme se garante nos seus protagonistas, os talentos Wong e Park ajudam a comédia, mesmo que os atores fazem versões um pouco exageradas de seus personagens, mas que acabam por apenas salientar suas diferenças de personalidades. E Meu Eterno Talvez, nos mostra a dupla que desde de crianças eles sempre de deram bem, e criaram uma parceria única, onde passaram por momentos alegres e difíceis juntos.

Meu Eterno Talvez, não foge a fórmula de filmes do gênero, entrega uma trama redondinha e que acerta ao completar todas as caixinhas de uma lista, onde temos a passagem do tempo entre as versões crianças para as versões adultas, as vidas opostas que ambos levam, a amiga/colega Veronica (Michelle Buteau) de trabalho que se mete na vida dos dois, e ainda os atuais parceiros, a divertida Jenny (Vivian Bang, hilária) e o empresário Brandon (Daniel Dae Kim), que parecem não combinar com os dois.

Quando tudo parece estar caminhando certinho, como em outros filmes, Meu Eterno Talvez parece então jogar tudo pela janela e entrega um trecho com uma participação especial de Keanu Reeves completamente hilária e realmente prazeirosa de se assistir. Meu Eterno Talvez então, surpreende com esses pequenos momentos, entregues com cuidado, mas que dão um charme próprio para a produção, e que a destaca das diversas outras que a Netflix já apresentou no ano.

Meu Eterno Talvez faz uma comédia romântica mais adulta, e ao mesmo satírica, com um ótimo texto do trio Michael Golamco, Randall Park e Ali Wong e complemente mais interessante do que as produções água com açúcar protagonizado por outros jovens atores. No final, Meu Eterno Talvez acaba por ser um filme ideal para o que se espera em uma comédia romântica nos tempos atuais. Um acerto e tanto. 

Nota do Crítico:

Meu Eterno Talvez está disponível na Netflix.

Miguel Morales

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