Marvel – Luke Cage | Crítica da 2ª Temporada

Marvel – Luke Cage retorna para novos episódios nesse segundo ano com uma estrutura bem parecida daquela vista na primeira temporada. A série continua com aquele ritmo um pouco mais lento, mas muito pé no chão, com os problemas sendo criados e resolvidos dentro do próprio bairro de Harlem!

Se você curtiu e se divertiu com os episódios do primeiro ano, essa nova safra de Marvel – Luke Cage é para você. A série continua com aquela trilha sonora marcante e com um visual puxado para as cores quentes e se apoia em apresentar seus novos vilões.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Foto: Netflix

Nesse ano, temos a presença de Bushmaster (Mustafa Shakir) com uma força compatível a de Luke Cage, unida com um pouco de misticismo, e pronto para acertar as contas com os moradores do bairro de Harlem. E as cenas de lutas entre os dois são muito bem feitas, nem parece a mesma Marvel que já apresentou coisas bastante duvidosas (vide Marvel – Punho de Ferro).

Mas, no final das contas, quem rouba totalmente a cena é Alfre Woodard com a dúbia e excêntrica Mariah Dillard. Ao trabalhar de uma forma sutil, Woodard, mesmo parecendo uma versão mais velha de Titus, de Unbreakable Kimmy Schmidt, faz sua personagem ganhar um enorme destaque, onde Mariah coloca suas garras de fora quando é conveniente e faz a uma personagem à altura para competir com Luke Cage na disputa por Harlem.

O novo ano ainda dá um destaque mais interessante para Misty Knight (a ótima Simone Missick) com toda a sua jornada pós-perda do braço, voltar para a polícia e ainda ganhar a esperada prótese mecânica e, claro, ainda desenvolver uma amizade com Colleen Wing,vista em Marvel – Punho de Ferro. 

Foto: Netflix

Marvel – Luke Cage ainda flerta com novos ares com a aguardada inclusão da trama dos Heróis de Aluguel, com Punho de Ferro dando as caras lá para o final da temporada para ajudar o colega a destruir o inimigo em comum.

E talvez esse seja o grande calcanhar de Aquiles da série: as coisas demoram para acontecer. Nessa 2ª temporada vemos tudo sendo mostrado devagar e a grande questão tratada aqui é o que faz uma pessoa ser herói ou vilão, e vemos isso sendo tratado tanto no lado dos “mocinhos”, quanto no dos “vilões”.

Com Luke Cage temos toda a questão debatida sobre ele aproveitar a fama repentina para tentar ganhar dinheiro e ajudar a população do Harlem. Mike Colter tenta passar um sentimento de complexidade para o personagem de uma forma um pouco mais profunda do que vista na primeira temporada.

Luke Cage acaba tendo também preocupações de todo herói dos quadrinhos, como Batman por exemplo, em relação aos seus relacionamentos e com pessoas que se importa. E claro, também temos Mariah um pouco mais humana, onde vemos os dois lados da personagem, a que ajuda os mais necessitados e tenta desenvolver o bairro, e ao mesmo tempo continua contrabandeando armas e fazendo acordos com as máfias.

No final, Marvel – Luke Cage muda as essências dos personagens numa temporada cheia de pequenos momentos gratificantes e que sabe trabalhar seus arcos, mesmo que no fundo sempre poderiam ser apresentados em uma quantidade menor de episódios.

Marvel – Luke Cage retorna com novos episódios em 22 de junho!

Miguel Morales

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