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Marvel – Luke Cage | Crítica da 1ª Temporada

A primeira aparição de Luke Cage foi na série de Jessica Jones, onde ambos tiveram uma relação explosiva temporária e o personagem teve um grande destaque na série, além disso se mostrou uma ótima escolha ter o ator Mike Colter. Então tivemos a estreia de sua série solo e ele meio que foi engolido por outros personagens de seu próprio universo.

Trabalhar a blaxplotation, palavra da década de 70 que se refere a filmes e séries onde o foco são os negros e toda sua arte e cultura, trouxe características marcantes para Marvel – Luke Cage, que soube abusar de sua trilha sonora e inclusive usou o nome de seus episódios para homenagear inúmeros músicos e suas canções. A série ainda trouxe características fortes para suas cenas, homenageando filmes de ação da década de 70.

De novo, a escolha de Mike Colter foi uma ótima escolha para Luke Cage em uma série em que ele era coadjuvante, mas Colter não segura a sua própria série e acaba sendo engolido por Mahershala Ali e seu Boca de Algodão, o vilão da primeira parte da temporada, ou por Alfre Woodard e sua elegante Mariah Dillard. A virada da série na 2ª metade da temporada ainda traz o vilão Diamondback (Kid Cascavel), o ator Erik LaRay Harvey, contrapondo Luke Cage e sua criação no Harlem.

Uma vantagem para Marvel – Luke Cage é que a série não é uma série de origem, então nada de longas explicações dos poderes do herói, ou como Boca de Algodão ou Dillard chegaram estão e vamos vendo isso de forma natural. Boca de Algodão ainda tem uns momentos em que vamos vendo como ele trata quem o ofende, o subestima, mas é interessante para ficarmos focados em sua personalidade forte.

Mesmo com todo um universo ao seu redor sendo desenvolvido, Luke Cage não tem atitudes heroicas e acaba mais agindo na surdina, tomando conta da barbearia de seu amigo e conversando sobre a vida do bairro. Entre tomar alguns socos e se mostrar à prova de bala, bons momentos realmente acontecem quando a SWAT começa a ir atrás dele e temos a entrada de Claire Temple, retorno delicioso de Rosario Dawson, além da forte Misty Knight (Simone Missick) e seu grande senso de justiça. Não dá para deixar passar a presença da brasileira Sônia Braga como mãe de Claire e seu guia moral.

A ligação de Marvel – Luke Cage ao MCU, o Universo Cinematográfico Marvel, acaba sendo por conta da arma que pode derrubar Luke Cage, onde a bala da mesma é feita do material da nave dos Chitauri, que caíram em Nova Iorque e foram produzidas pela Hammer Industries.

A série tem um desenvolvimento mais lento, acaba entrando em umas barrigas que dão uma certa preguiça de continuar, mas tem em seus personagens motivos suficientes para forçar a série. O final com Diamondback podendo retornar, ou Dillard abrindo o seu centro no Harlem e sendo vistoriada por Knight é bacana e deixa a porta aberta para a 2ª temporada, que promete a chegada dos Heróis de Aluguéis com a presença de Danny Rand, e até Colleen Wing ao lado de Knight, as Filhas do Dragão.

Marvel – Luke Cage tem sua 1ª temporada disponível na Netflix e sua 2ª temporada estreia dia 22 de junho.

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