Marvel – Fugitivos | Primeiras Impressões

No último dia 21 de novembro o site de streaming Hulu estreou sua série em parceria com a Marvel, Marvel – Fugitivos (Marvel’s Runaways). Baseado na HQ de Brian K. Vaughn e Adrian Alphona e com produção de Josh Schwartz e Stephanie Savage, dupla responsável pelo drama adolescente The O.C., a série faz parte do chamado MCU, mesmo que não tenha referências diretas e impactantes em seus 2 primeiros episódios.

A trama inicial é simples e vai se abrindo para oportunidades interessantes a medida que os episódios vão se passando. Leve, com atuações excelentes, mas principalmente com montagem muito parecidas com sua HQ na qual é baseada, logo de início nos apegamos as tramas de seus personagens e os episódios simplesmente voam. Voltando a trama, aqui acompanhamos como 5 adolescentes lidam com a perda de 1 amiga, Amy, e como isso desestabiliza o grupo, que ao sentirem a necessidade de se reunirem, descobrem que seus pais participam de um estranho culto chamado Orgulho.

A partir deste ponto os personagens, que começam a ter poderes se manifestando em momentos de tensão, vão descobrindo segredos que eles temem que coloquem as próprias vidas em risco, principalmente ao ver os pais matando a garota chamada Destiny. Essa nos é apresentada logo no início do 1º episódio, quando perdida acaba sendo levada por duas fiéis da religião de Gibborim. Usada como sacrifício, ela não chega a cumprir seu propósito, mas atormenta Victor Stein.

Alex, após a morte de Amy é o que mais se isola e seus pais buscam sempre tentar fazê-lo voltar as atividades normais; enquanto Nico se vê a sombra da irmã, quase negligenciada pela mãe Tina, enquanto seu pai Bob a trai com a mãe de Chase; Chase só busca uma forma de seu pai o aceitar e teme as ações dele, sem ver que ele tem um problema.

Gostei muito da relação entre Gert e Molly. Gert é filha de Dale e Stacey, dois pais que buscam ser presentes e liberais até demais em certos pontos, mas já vemos que eles guardam segredos sobre a morte dos pais de Molly, quem eles criam como se fosse filha. A forma como Molly vai descobrindo seus poderes é legal, assim como a aparição de Alfazema e sua ligação com Gert.

Nos 3 primeiros episódios temos uma boa abertura das tramas, os adolescentes são bem apresentados e suas conexões muito bem explicadas, mas seus pais também tem ótimos momentos, com dramas complexos e que mesmo ligados pelo Orgulho, tem uma rivalidade entre si.

Marvel – Fugitivos agrada logo de início, tem ótimos enquadramentos e seus efeitos especiais são excelentes. Adorei a cena em que Karolina descobre seus poderes no meio de uma festa, assim como a maquiagem de seu avô, que usa os sacrifícios que a filha Leslie faz através do Orgulho.

Com um início bem desenvolvido, já aguardo o desenrolar das tramas nos próximos episódios, mas mais do que isso, a Marvel mostra mais uma vez que sabe trabalhar seus personagens, colocá-los em um universo compartilhado, mesmo que não necessite sempre citá-los, dando espaço para tal desenvolvimento. A magia de Nico e sua mãe parece diretamente ligada aos eventos de Doutor Estranho, e até mesmo a de Punho de Ferro, dentro do contexto que vemos.

Aqui no Brasil, Marvel – Fugitivos será transmitido em 2018 pelo Canal Sony.

Os primeiros episódios da série, “Reunion“, “Rewind” e “Destiny” foram disponibilizados de uma só vez pelo Hulu.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.