Maligno | Crítica

No novo longa de terror escrito e dirigido por Nicholas McCarthy (O Pacto), Taylor Schilling vive Sarah Blume, uma dedicada mãe e esposa que, após seu filho Miles (Jackson Robert Scott) começar a demonstrar um estranho comportamento, passa a ficar cada vez mais preocupada. Miles é uma criança prodígio, sempre se mostrou intelectualmente avançado em relação a outras de sua mesma idade. No entanto, nunca teve facilidade em fazer amigos.

Maligno – Crítica | Foto: Imagem Filmes

Ao completar oito anos, Miles passa a ter constantes pesadelos e balbuciar palavras em uma língua estranha enquanto dorme. Além disso, acontecimentos bizarros e violentos ocorrem em sua presença. Sarah contata uma psicóloga que, ao analisar o caso do menino, recorre a outro especialista. O doutor Arthur Jacobson (Colm Feore, de Umbrella Academy) sugere a possibilidade de Miles ter uma dupla personalidade, dada a uma vida passada, no qual o garoto foi um serial killer.

De primeira impressão – e até seu segundo ato – Maligno pode parecer uma reciclagem e mistura de outros longas de décadas passadas do mesmo gênero como A Profecia (1976), Os Outros (2001) e Reencarnação (2004), mas apesar dos “lugares comuns” o filme também carrega consigo sua autenticidade. Claras referências dos títulos citados são facilmente identificadas, porém Maligno possui sua própria atmosfera de tensão, mistério e terror.

Taylor Schilling se desprende com facilidade de seu conhecido papel em Orange is the New Black, convencendo o público de que é uma mãe disposta a fazer qualquer coisa para salvar seu filho do mal que o habita. Jackson Robert Scott, com apenas dez anos de idade, entrega uma boa atuação de Miles Blume: metade criança, metade serial killer.

Maligno – Crítica | Foto: Imagem Filmes

Como grande parte dos filmes de terror da última década, este está repleto de jumpscares clichês, porém visivelmente influenciados pelo terror oriental, como Shutter (2004). Há quem diga que é melhor ser copiado com certa qualidade, do que feito originalmente sem nenhuma. É um bom exemplo para caracterizar os elementos presentes em Maligno.

Nota do Crítico:

Maligno chega nos cinemas em 14 de março