Separamos as 10 melhores séries vistas no ano!

Chegou a vez da categoria da TV e de separamos as 10 melhores produções de 2017!

Tivemos muitas séries exibidas nesse ano, aproximadamente mais de 300 produções estiveram no ar esse ano entre séries novas, séries que retornaram com novos episódios e séries que acabaram sua trajetórias. Tivemos drama, comédia, séries de 1 hora, séries de 30 min, tv aberta, tv fechada, streaming e tudo mais!

Assim, nós do Arroba Nerd separamos as melhores 10 séries de 2017.

10.  The Marvelous Mrs. Maisel (1ª temporada – Amazon Prime)

Foto: Amazon Prime

The Marvelous Mrs. Maisel estreou timidamente no serviço do Amazon Prime, sem uma grande divulgação mas com o atrativo de ser escrita por Amy Sherman-Palladino a criadora de outra série conhecida Gilmore Girls. Com um roteiro muito bem escrito, diálogos rápidos e muitas referências para séries, livros e outras coisas da cultura da época, a produção é uma marca registrada da roteirista.

Com 8 episódios nessa primeira temporada, o seriado gira em torno de Miriam “Midge” Maisel, a encantadora Rachel Brosnahan que vive uma vida perfeita de dona de casa no Upper East Side em Nova York na década de 50. Já logo no primeiro episódios vemos que sua vida muda completamente e ela passa de madame para comediante stand-up num barzinho pequeno e escondido do outro lado da cidade.

Brosnahan se destaca por trazer uma personagem cativante, inspiradora e super amável que nos faz torcer e se conectar com ela. O roteiro é bem trabalhado e se preocupa em deixar tudo bem desenvolvido. A série já tem mais duas temporadas garantidas e foi indicada ao Globo de Ouro desse ano.

9. Mr Robot (3ª temporada – Canal Space)

Foto: Usa Network

Mr. Robot veio para dar uma mudada no cenário dos dramas, com um ritmo alucinante, personagens carismáticos e misteriosos. Na sua primeira temporada entregou 10 episódios com um roteiro redondo, cenas instigantes e com boas viradas de roteiro. A série claro ainda nos entregou com boas atuações de Rami Malek e Christian Slater.

Na segunda temporada, Mr. Robot ficou refém de sua fórmula e ficou ainda mais complexa no emaranhado de suas tramas e tentativa de conectar todos seus pontos em aberto. Assim a audiência ficou confusa e para o novo ano a missão dos roteiristas e de Sam Esmail (produtor executivo) era tentar deixar a série menos complexa e mais pé no chão.

A produção voltou intensa na 3ª temporada, conseguiu arrumar algumas falhas e entregou uma temporada cheia de perguntas mas também começou a dar respostas rapidamente deixando seus explosivos episódios finais terminaram esse novo ano em grande tom.

8. Atypical (1ª temporada – Netflix)

Foto: Netlfix

Atypical entra na lista por ser uma das grandes surpresas do ano, com um humor mais rebuscado a produção da Netflix teve uma preocupação ao lidar com um tema delicado: autismo. A série retrata a história de Sam Garner, o ótimo Kier Gilchrist que tem uma missão muito especifica ele quer começar a namorar e ter mais independência da familia e da mãe (a fantástica Jeniffer Jason Lee).

Com uma ótima mistura entre drama e comédia a série se desenrola ao torno de Sam mas também mostra que por ele estar dentro do espectro isso acaba afetando a familia como um todo e todos os membros tem sua chance de desenvolver histórias próprias e apresentar seus conflitos.

Atypical tem uma trama emocionante, bem atuada e bem escrita.

7. Future Man (1ª temporada – Fox Premium)

Foto: FOX Premium

Future Man é uma série curiosa. Ela agrada os amantes de video-games, do sci-fi, viagens do tempo e também deve conquistar aqueles fãs de boas piadas. A comédia protagonizada por Josh Hutcherson tem uma trama costurada, uns plots sem noção e personagens divertidos.

Na série Josh (Hutcherson) trabalha no setor de limpeza de um centro de pesquisa, não tem muita perspectiva de carreira, é tímido e mora com os pais. Mas onde ele é muito bom é no jogo The Biotic Wars, onde é o número 1 no ranking global e para ele isso já basta. Sua vida muda quando ele recebe os jogadores do vide-game em sua sala para uma missão especial.

Você pode ler nossa crítica do primeiro ano aqui.

6. The Good Fight (1ª temporada – Amazon Prime)

Foto: Amazon Prime/CBS All Acess

The Good Fight estreou em 2017 as sombras de sua série mãe, The Good Wife. Trazendo alguns personagens do drama jurídico que durou 7 temporadas, a série tinha dois desafios: trazer os fãs do seriado protagonizado por Juliana Margulies (que não retorna) para o spin-off e claro cativar novos expectadores.

Uma aposta arriscada da CBS que lançou seu serviço de streaming próprio com a série. E pelo visto acertou. The Good Fight tem o estilo de The Good Wife mais acaba sendo mais ousado com casos do dia mais polêmicos e claro uma trama maior que permeia a temporada. Com a liderança de Christiane Baranski uma das melhores coisas da outra série, The Good Fight faz um drama atual, com personagens marcantes e um texto afiadíssimo.

A série conta também com as jovens advogadas Maia (Rose Leslie) e Lucca (Cush Jumbo) que tem tramas próprias e que se mesclam com as histórias contadas. Com o retorno de personagens da série The Good Wife, a produção teve episódios redondos e que contaram com questões importantes como corrupção, racismo, e terrorismo.

Uma bela produção com 10 episódios para um primeiro ano que você pode ler as críticas dos episódios aqui. 

5. Glow (1ª temporada – Netflix)

Foto: Erica Parise/Netflix

Glow talvez seja a produção mais colorida, sem noção, cheia de luzes e laquê de 2017.  E não se engane as Gorgeous Ladies of Wrestling (ou G.L.O.W) é uma comédia bem escrita e com uma trama bacana de assistir. Criada por Jenji Kohan das séries Weeds e Orange Is The New Black e os episódios tem drama e comédia tudo isso junto faz da série ter marca característica de Kohan em suas produções.

E Glow se destaca principalmente por conseguir lidar com mulheres de forma complexa mostrando personagens com motivações maiores e bem desenvolvidos e claro alguns segredos no meio do caminho.

Alison Brie tem sua chance se brilhar e mostra uma naturalidade sem tamanho e um carisma gigante. Com 10 episódios da sua primeira temporada, Glow tem um visual exótico, um humor não muito escrachado mas bem pontual e excêntrico e você pode ler a crítica do primeiro ano aqui.

4. The Good Place (1ª e metade da 2ª temporada – Netflix)

Foto: NBC/Netflix

What a fork, man? The Good Place fica responsável pelo melhor e mais ousado plot twist de 2017. A comédia tem um roteiro delicioso, com episódios viciantes e personagens super cativantes. Protagonizada por Kristen Bell a trama se passa no Bom Lugar onde as boas pessoas vão logo depois que morrem. O único problema que Eleanor (Bell) não foi uma boa pessoa e sua escolha de permanecer no Paraíso vai afetar a vida (pós-morte) de todos, principalmente do Prefeito do Lugar, Michael (o hilário Ted Danson).

Com personagens secundários fantásticos como a assistente pessoal Janet (a carismática D’Arcy Carden) e o atrapalhado Jason( Manny Jacinto) a série conta com rápidos episódios que a todo momento tem viradas no roteiro que acabam mudando completamente a história do seriado. Com um humor ágil e com pensamentos que levam para um debate moral bacana a produção figura entre as melhores coisas do ano.

Confira nossa crítica da primeira temporada aqui.

3. The Handmaid’s Tale (1ª temporada – HULU)

Foto: George Kraychyk/Hulu

The Handmaid’s Tale é a TV ganhando ares de cinema onde um elenco muito bem escalado conta uma história num futuro não tão distante assim. Liderados pela ótima Elisabeth Moss, o drama veio de uma forma avassaladora contar um drama forte, intenso e super reflexivo. Durante 10 episódios, o sentimento de opressão, enclausuramento é elevado ao extremo quando acompanhamos as trajetórias das Aias nesse novo regime dos EUA.

Todos os episódios são empolgantes, contam um pouco da história e normalmente deixam ganchos fantásticos mesmo não dependendo deles exclusivamente para gerar um impacto. O elenco também é formado por atrizes de peso como Yvonne StranhovksiAlexis Bledel,  Samira Wiley e Ann Dowd e apenas completam essa produção que é uma das coisas que não podem ser perdidas em 2017, pela sua importância quanto pela perfeição que foi feita, tanto nos figurinos, na edição e principalmente nos roteiros.

Você pode ler a nossa crítica para os episódios do primeiro ano aqui.

2. The Crown (2ª temporada – Netflix)

Foto: Netflix

Não se deixe enganar The Crown é a jóia da coroa da Netflix. O drama histórico é uma série impecável visualmente e conta com atuações fortes de todos seus personagens. Sem dúvida uma obra majestosa.

Ao contar os primeiros anos do reinado da Rainha Elizabeth (interpretada nas duas primeiras temporadas por Claire Foy) a série usa os fatos reais para contar um trama empolgante e envolvente que te faz embarcar nos eventos de uma forma bastante interessante. E nada melhor que a vida real para deixar uma produção ainda mais bacana de se assistir.

O segundo ano voltou com o mesmo sentimento de grandeza e toda a pompa que o seriado merece. O drama também resolve se expandir suas narrativas e deixa os personagens mais coadjuvantes terem oportunidades de se desenvolverem. Assim a Princesa Margaret (a ótima Vanessa Kirby) e o Principe Philip (o carismático Matt Smith) tem seus momentos em tela e ganham episódios com tramas próprios, como se fossem pequenos spin-offs, o que acaba mudando um pouco o tom dessa nova temporada mesmo. Mesmo focada em Elizabeth, os produtores deixam Claire Foy com a oportunidade brilhar.

Você pode ler a nossa crítica para os episódios do segundo ano aqui.

1. Big Little Lies (1ª temporada – HBO)

Foto: HBO Brasil

Se tem uma série que mexeu com o público em 2017 foi Big Little Lies. Com o selo HBO, a produção de 7 episódios conseguiu unir atrizes de cinema como Nicole Kidman e Reese Witherspoon numa trama ousada, bastante intensa e que não se preocupou em poupar o espectador de nada.

Com os roteiros focados em desenvolver os relacionamentos entre as mulheres da cidade litorânea em vez de focar no caso Quem matou? por mais óbvio que fosse faz aqui um dos grandes triunfos do seriado. Com a atuações marcantes e impactantes principalmente de Kidman, Big Little Lies serviu como um alerta sobre diversas causas importantes: traições, agressões, mentiras e abusos. Mas também mostrou a importância da amizade, do companheiros e da união.

Alexander Skarsgard e Kidman acertaram o tom novamente de seus personagens ao mostrarem toda a vulnerabilidade que ambos escondiam. O elenco infantil foi um destaque completamente a parte e toda a trilha sonora se juntava fantasticamente as cenas e as tramas de todos os personagens.

Big Little Lies se consagra como a melhor coisa de 2017, por sua qualidade técnica incomparável, seu roteiro bem trabalhado e atuações impecáveis. Você pode ler as criticas dos episódios aqui. 

E para vocês? Quais as melhores séries que vocês viram em 2017? Comentem abaixo ou lá no Twitter.

Miguel Morales

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