LEGO Ninjago: O Filme | Crítica

Depois do sucesso de Uma Aventura LEGO (2014) e do excelente LEGO Batman: O Filme (2017) lógico que a franquia iria evoluir para outros temas envolvendo os jogos de peça de construção e o foco aqui é a série Ninjago. Dirigido por Charlie Bean (Tron: Uprising) e com elenco encabeçado por Jackie Chan e com nomes como Olivia Munn, Dave Franco, Justin Theroux, Miguel Peña, Kumail Nanjiani, Abbi Jacobson, Zach Woods e Fred Armisen, a animação acaba perdendo todo o charme das produções anteriores em um roteiro escrito a 14 mãos…

LEGO Ninjago: O Filme conta a história de um garoto que não se encaixa e tem uma peça de lego (Lloyd) quebrada, ele acaba entrando na loja de um senhor (Chan) que o ensina a ver além das aparências. Aí entra a parte animada com esse senhor contando as aventuras de Lloyd Garmadon (Franco), um ninja verde que quer evitar que Lord Garmadon (Theroux), que também é seu pai, invada e conquiste Ninjago.

Abusando das referências de produções orientais, temos no filme os ninjas, que acabam formando um esquadrão (os famosos sentai japoneses) e precisam aprender a confiar em si e liberar o poder de manipular os elementos. Reforçam a todo instante a piada do ninja verde não ter um poder aparente, enquanto seus amigos tem poderes sobre os elementos: Kai (Peña) é fogo, Jay (Nanjiani) é raio, Nya (Jacobson) é água, Zane (Woods) é gelo e Cole (Armisen) é terra, e Lloyd é verde, só verde.

Durante todo o desenvolvimento de LEGO Ninjago: O Filme, ficamos esperando que a produção se decida em ser cômica, de ação, aventura ou dramática. Em certos momentos ela sabe dosar tudo, mas acaba sendo muito didática. Para os mais novos, público alvo da produção, as inúmeras cenas de ação são o ponto alto, mas da metade para o final acaba caindo para o drama e eles tem de torcer para o próximo momento de aventura, enquanto os mais velhos podem começar a se incomodar na cadeira.

Mas uma coisa é certa, toda a caótica Ninjago é apresentada de forma interessante, cheias de nuances, personagens carismáticos e na espreita por mais uma tentativa de invasão de Lord Garmadon e então os ninjas e seus robôs gigantes virem salvar o dia. Os robôs são bem interessantes, principalmente o dragão verde, que me deu vontade de sair do cinema e comprar um, mas tudo acaba se perdendo um pouco quando entra o drama de pai e filho entre Lloyd e Lord, e a forma como Mestre Wu (Chan) busca abrir os olhos do irmão e do sobrinho.

LEGO Ninjago: O Filme acaba tendo no gato seu maior ponto surpresa e sua melhor piada, mas o tempo e o seu desenvolvimento acabam fazendo cometer alguns erros. O filme poderia ter abusado um pouco mais nos momentos nonsense e ter deixado o lado dramático um pouco mais suave. Vale a ida ao cinema com os pequenos e tentar se divertir com eles.

Nota do Crítico:

LEGO Ninjago: O Filme estreia nos cinemas nacionais no dia 28 de setembro.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.