Labirinto – A Magia do Tempo | Crítica #TBT

25 de dezembro de 1986, um natal diferente para a indústria cinematográfica.

Nessa data era lançado, talvez, uma das maiores obras do cinema, que contou com David Bowie no elenco. Com direção de Jim Henson, Labirinto – A Magia do Tempo narra a história de Sarah (Jennifer Connelly), uma garota de 15 anos que está passando por uma crise na adolescência.

Sarah tem um irmão ainda bebê, Tobby (Tobby Froud), fruto do casamento de seu pai, Robert Willliams (Christopher Malcolm), com sua madrasta, Irene Williams (Shelley Thompson), criança na qual ela morre de ciúmes, desejando até que ele não exista.

A história acontece em apenas uma noite. Sarah fica responsável em cuidar do irmão enquanto seu pai e sua madrasta não estão em casa. Irritada pelo choro excessivo de Tobby, Sarah pega seu livro Labyrinth, no qual uma garota recebe poderes do Rei dos Duendes. Ela começa a repetir citações e trechos do livro. Em uma das falas, ela pede para que seu irmão seja levado pelo Rei dos Duendes: “Eu desejo que o Rei dos Duendes apareça e leve você agora mesmo“. Sarah apaga a luz e sai do quarto. Quando retorna, Tobby já não se encontra mais.

Um coruja aparece na janela e se transforma no Rei dos Duendes. Jareth (David Bowie), informa que o pedido de Sarah havia sido realizado.

Sarah se arrepende do pedido que fez, mas já era tarde demais. Para conseguir ter seu irmão de volta, Jareth lança uma missão: atravessar o Labirinto exterior do Castelo dos Duendes. Durante o caminho, Sarah terá que desvendar muitos enigmas se quiser encontrar com seu irmão.

Ao som de “As The World Falls Down”, uma das canções mais marcantes do filme, Sarah dança junto com Jareth. Essa talvez, seja a cena que protagoniza o filme, tanto pela história quanto pela fotografia.

Não podemos esquecer também de falar do figurino, maquiagem e cenário, que fez com quem o filme fosse ganhando espectadores ao longo dos anos.

Um longa lúdico e fascinante.

Fazer um filme com todos os efeitos que Labirinto tem, era um desafio na época. Mesmo se tratando de um filme de fantasia, com efeitos desafiadores pra década de 80, e com um ator de peso como David Bowie no elenco, o filme não foi muito bem recebido no lançamento. Ele foi ganhando apreciadores ao longo dos anos, a maioria deles fãs da obra de Bowie.

Bowie também compôs outras músicas para incluir na trilha sonora do filme: “Magic Dance”, “Chilly Down”, “Within You” e “Underground”. O camaleão não só participou como ator de Labirinto – A Magia do Tempo, mas também assinou a trilha sonora do filme.

Paula Nunes

Jornalista