La La Land – Cantando Estações | Crítica

Em La La Land – Cantando Estações (2016) o diretor e roteirista Damien Chazelle, consegue contar uma história moderna sobre um casal de artistas apaixonados, que buscam seus sonhos em um filme sensível, engraçado e com uma excelente trilha sonora. O filme em si é o verdadeiro significado de que o cinema é realmente uma forma arte.

Foto: Paris Filmes

A trama conta a história de dois artistas, a atriz Mia (interpretada pela fantástica Emma Stone em um dos melhores papéis de sua carreira) e o músico Sebastian, papel do sempre muito competente Ryan Gosling. O casal mora na cidade de Los Angeles nos dias atuais e estão apaixonados. Mia é uma atriz em início de carreira que trabalha como barista dentro de um estúdio de cinema e vive pulando de audição em audição e Sebastian é um músico e pianista com uma pequena obsessão com o ritmo musical do jazz e que quer ter o seu próprio local para tocar. Os dois, depois de alguns desencontros, tentam lançar suas carreiras e seguir seus sonhos em meio a conturbada vida em Hollywood, enquanto tentam também fazer o relacionamento deles darem certo.

Com um clima que remete aos filmes antigos, principalmente da década de 50, a produção retrata com uma boa dose de comédia a real situação dos que pretendem “fazer sucesso” na cidade, que tem como apelido La La Land, ou a Cidade das Estrelas. Os musicais trazem um sentimento de leveza, espontaneidade e romantismo, e são muito bem produzidos, já que é bem difícil de acertar o tom para não ficar forçado ou digamos cafona. Os destaques aqui ficam para a cena de abertura que se passa no meio de um congestionamento da hora do rush com a música Another Day of Sun. Na cena podemos ver os personagens com a esperança de um novo dia amanhecer na cidade cheia de oportunidades onde audições acontecem a toda hora e todo mundo tem sua chance de ter sucesso. É já logo nesse musical que podemos ver o começo da relação entre Mia e Sebastian que estão presos nesse trânsito por motivos diferentes.

Foto: Paris Filmes

A outra cena musical de destaque é a da dança dos personagens em plena rua com o pôr do sol da cidade onde nos mostra a impressionante química entre os personagens de Stone e Gosling. As cenas da música City of Stars mostra isso também mas é na cena em questão comentada acima que isso fica muito mais claro. Os personagens conversam, sentam, dançam e sapateiam mas sempre com aquela forte presença de tela, em que os dois conseguem demostrar muita coisa só pelas suas expressões faciais, ela com aqueles olhos grandes e expressivos bem mais que ele que depende claro do seu charme.

A química entre os dois ainda fica mais visível quando o diretor usa os recursos de congelamento de tela onde os personagens continuam a se movimentar e contar sua história mas a cena para e o foco vai para eles. O roteiro em si tem suas manobras e sua cota de drama mas é como a vida nem tudo pode ser só flores e cantoria às vezes a realidade chega e pesa.

La La Land – Cantando Estações é uma produção imperdível para quem é apaixonado por cinema, devido a suas boas atuações, bom roteiro e, claro, uma excelente trilha sonora. Além de contar sobre sonhos e esperanças, conta também sobre relacionamentos, medos e fracassos, mas claro com uma boa dose de piadas e cenas adoráveis desse filme que já é a sensação da temporada e grande favorito em todas as premiações que participou.

Nota do Crítico:

 

La La Land – Cantando Estações terá pré-estreias em cinemas selecionados no Brasil em 12 de Janeiro e estreia no circuito em 19 de Janeiro.

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