King: Uma História de Vingança | Crítica

Uma grande surpresa escondia na Netflix é o filme King: Uma História de Vingança (Message From The King, 2017) que participou do Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2016 e só agora em Agosto, estreou no catalogo do serviço de streaming. A trama da produção é bem simples mas ela é contada de uma forma bem ágil e se desdobra para uma história empolgante cheia de reviravoltas e conta com ótimas atuações desde de Chadwick Boseman como o personagem principal até os atores coadjuvantes.

Como falamos no filme vamos acompanhar a história de Jacob King (Boseman) e sua ida aos EUA atrás de sua irmã Bianca (Sibongile Mlambo) que desapareceu sem dar noticias. Assim, ele voa da Africa do Sul até Los Angeles e parte em busca de informações sobre ela e a medida que começa a descobrir mais sobre o seu sumiço, ele vai encontrando com pessoas que tiverem algum motivo no desaparecimento dela. A história é desenvolvida de forma bem rápida e sem muitos rodeios o que deixa o filme com um ritmo ágil, interessante e que vai realmente ao que importa sem muita enrolação.

Foto: Netflix

Boseman aqui se destaca por sua atuação sangue nos olhos, forte e que mostra que o ator tem muito para oferecer em termos de carga dramática. A medida que King descobre o envolvimento da irmã com uma máfia em Los Angeles vemos ele investigando tudo sobre o desaparecimento dela. O bom do filme é que as pistas são apresentadas e já resolvidas quase nas mesmas cenas e as sequências de lutas são muito bem coreografadas, não poupam a sangue ou uns ossinhos quebrados e são até bem gráficas.

A medida que o personagen principal vai desvendando o mistério para o desaparecimento, nós os expectadores vamos descobrindo também mais sobre o que aconteceu com ela, passamos pelas etapas de investigação junto com ele e vamos conhecendo os personagens que estiveram com Bianca ao longo do tempo. Trish (Natalie Martinez), a vizinha e amiga que ela saia para as festas nos leva a saber do envolvimento da personagem com drogas e assim Jacob descobre uma nova pista que nos leva até a próxima como se a trama fosse um grande novelo de lã em que a gente fosse desenrolando a medida que a as pontas vão aparecendo.

Como falamos King: Uma História de Vingança é bem gráfico em suas cenas, principalmente das cenas de lutas onde o personagem de King usa correia de carro para lutar contra os membros da gangue que ele descobre que a irmã fazia parte. Assim, a medida que o filme se desenrola vemos que ela se meteu com pessoas que tinham um pouco mais a perder desde de políticos e celebridades todos unidos uma grande e vasta rede de contatos do crime.

Luke Evans e Alfred Molina que também estão no elenco mostram destaques nos seus papéis. Evans como Wentworth, um dentista envolvido com a gangue e Molina como Preston um produtor de Hollywood acabam por movimentar a trama de uma forma interessante e os atores mostram aqui que não existem papeis pequenos e nem produtores menores e usam seus talentos para dar uma incorporada para trama. A atriz Teresa Palmar faz de Kelly, uma personagem bem clichê como a mãe solteira que precisa sobreviver e faz más escolhas na vida e Natalie Martinez como a melhor amiga de Bianca é uma grande surpresa por entregar uma atuação bem interessante e expansiva e em cena com Boseman mostram uma química bem bacana de se acompanhar. Um elenco muito bom e bem escalado.

Em termos de edição, o filme tem um corte rápido entre as cenas que ajuda a deixar trama bem fluida e fazer com que você fique bem atento o que vai acontecer nas próximas cenas a medida que King vai atrás das informações, o espectador tá ali com ele como se fosse o personagem o que deixa o filme com um ar de rapidez bem legal. A produção, com esse ritmo, tem seu lado negativo e deixa a desejar no seu final com uma resolução rápida da trama, mesmo com o longo não se arrastantando em nenhum momento. Talvez isso tenha impactado a forma como o final tenha sido feito o que não deixa de ser uma falha muito grave na produção.

Com o foco exclusivamente no personagem de Boseman, a produção é um filme sobre ele e não deixa espaço para desenvolver mais ninguém deixando o final para muitos em aberto e sem muita explicação. A resolução da trama é exibida de uma forma bem impactante e que deixa o filme com um ar bem mais tenso que do que ele parece ser no seu começo, como falamos é como se fosse uma cebola descascada e no final fica aquele cheiro forte e quase insuportável.

Tenso, rápido e com uma trama ágil, King: Uma História de Vingança é um filme escondido no catalogo da Netflix mas que merece sua atenção por contar com um ótimo elenco e uma boa história. É como diz o ditado, numa história de vingança cave duas covas no caso King cavou muito mais que isso num filme bem mais interessante do que parecia a principio.

Nota do Crítico:

King: Uma História de Vingança já disponível no catalogo da Netflix