Insubstituível | Crítica

Num filme francês que não deve atingir muito o grande público Insubstituível (Médecin De Campagne, 2016) conta uma história simples, mas bem simpática da trajetória de dois médicos numa região rural da França. Talvez o tema para quem acompanha de perto das produções de cinema e de televisão seja um pouco batido afinal é o clássico “ah eu sou uma pessoa calejada da vida, não tenho mais esperanças e sou triste até chegar uma outra pessoa de fora do seu círculo de convívio e que muda minha concepção de tudo“, só que o interessante do filme é como os personagens se interagem entre si e a história é contada com doses de humor e um pouco de drama.

Foto: CineArt

Na trama o médico Jean-Pierre (o excelente François Cluzet) é o único profissional da pequena cidade e ele no seu consultório atende e conhece todo mundo, justamente com suas doenças e tratamentos. Mas ele tem dois problemas, um que a cidade, que não tem um grande hospital para servir de apoio, começa a crescer e se modernizar e assim precisa de um novo profissional. E o segundo é que ele está doente. O que fazer então? Mesmo não compartilhando essa informação com o restante da cidade ele aceita (para surpresas de alguns) que a médica Natalie (a atriz Marianne Denicourt numa atuação bem sensível e bem digamos humanizada) o ajude nessa empreitada.

Assim acompanhamos os dois em suas pequenas desavenças, ele mais tradicional mantém tudo anotado em papel sobre seus pacientes e ela mais tecnológica, quer modernizar as fichas de consulta e tratar os pacientes no hospital, ficam boa parte do filme tentando mostrar que seu jeito é o melhor. Assim enquanto conhecemos mais do passado dos personagens e da população local vemos as pequenas sub-tramas dos pacientes e como o papel do médico é importante para a cidade pequena. Mesmo sem muitas grandes reviravoltas o filme consegue entregar cenas interessantes que falam sobre o ser humano, o medo da morte e sobre deixar um legado no mundo.

Foto: CineArt

Assim Insubstituível, que foi indicado a diversos prêmios Cesar, inclusive Melhor Ator para Cluzet, conta com uma trama simples, mas que caminha fora dos clichês tradicionais do gênero e consegue mostrar uma história bem real sobre duas pessoas diferentes que aceitam resolver esses problemas embarcar juntos para um mesmo destino.

Insubstituível estreia em 09 de Março.

Nota do Crítico: