Hotel Artemis | Crítica

Hotel Artemis (idem, 2018) tem alguma coisa de estranha, alguma coisa que não se conecta em sua trama e que faz com que o longa não consiga engrenar.

Esteticamente o filme é lindo… toda a ambientação do hotel em si é um show à parte onde a produção parece pensar todos os detalhes, todos cômodos, os quartos e tudo mais, tanto dentro quanto fora do prédio que dá nome ao filme

A produção acerta também em ter uma lista de atores que salvas exceções estão muito bem mas a sensação que temos é que em Hotel Artemis eles juntaram várias pequenas histórias, conhecidos atores para chamar atenção e não se preocuparam muito em dar liga para tudo isso, onde o filme acaba por ser uma produção com bastante potencial, uma interessante premissa mas merecia um cuidado maior.

Jodie Foster, Jeff Goldblum, Evan Jones, and Zachary Quinto in Hotel Artemis (2018)
Foto: Diamond Films

Hotel Artemis lembra um pouco a estilosa temporada de American Horror Story: Hotel onde tínhamos também uma trama que se passava em um Hotel chamado na série de Hotel Cortez com personagens misteriosos. Mas aqui, nesse longa dirigido e escrito por Drew Pearce, parece seguirmos a mesma cartilha, um bando de personagens com motivações ocultas, segredos e passados obscuros, onde eles apenas compartilham o mesmo teto.

Na trama, que se passa em Los Angeles no futuro onde a cidade está tomada por revoltas populares, conhecemos a personagem da Enfermeira (Jodie Foster excelente, incrivelmente bem e a melhor coisa do filme) que administra o Hotel Artemis que nada mais é um hospital para criminosos. Um hotel em sua fachada para o mundo e um hospital que trata bandidos num local que acaba por não ser muito bem frequentado.

Talvez o principal problema é que em Hotel Artemis falta uma história maior que conecte todos os personagens numa trama mais robusta e mais interligada. Sim, há um motivo para todos os hóspedes estarem lá naquela mesma noite e o filme até chega a ser convincente em relação a isso mas fica a impressão que é apenas mais um típico dia no Hotel Artemis, uma coisa de rotina, o básico.

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Foto: Diamond Films

Como falamos, o Hotel em si é super estiloso e realmente a equipe de produção se destacou na sua criação mas o restante do filme não chega no mesmo nível e isso nem é culpa do talentoso elenco e sim do pouco que eles tiveram que trabalhar e a narrativa não muito bem trabalhada.

Sterling K. Brown, como um ladrão de bancos, realmente rouba a cena e Jeff Goldblum, como o chefão da máfia e que aparece pouco consegue dar um brilho para seu personagem. A personagem da atriz Sofia Boutella que só assassina figurões tem ótimas e impactantes cenas de ação e um plano-sequência de luta memorável.

Mas no final, Hotel Artemis está mais para um hostel do que um hotel 5 estrelas. Talvez nem seu elenco conhecido faça pena fazer um check-in. Nem que seja com um cupom de desconto. Fica a gosto do cliente.

Nota do Crítico:

Hotel Artemis chega em 13 de Setembro!

Miguel Morales

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