Hilda | Crítica da 1ª Temporada

Assim que a Netflix liberou o teaser de Hilda eu já me vi apaixonado pela animação, baseada na obra de Luke Pearson. Pegando a essência de seus traços e trazendo para a animação toda a leveza, curiosidade e espírito de amizade de Hilda, a série é uma jornada de alegria diante do desconhecido mundo da personagem, incluindo sua mãe, seus amigos, os trolls, gigantes, duendes, elfos, marras, e todo o tipo de seres sobrenaturais…

Durante a jornada dos 13 episódios, vamos acompanhando as aventuras Hilda perante o mundo desconhecido de Trollberg, cheio de novidades, pessoas e mistérios, já que sua infância inteira ela cresceu nas montanhas sendo criada sozinha por sua mãe, Johanna. A forma como vemos a personagem crescer diante do desconhecido é deliciosa, pois sua curiosidade e senso de amizade são sensacionais.

A cada aventura conhecemos novos seres sobrenaturais e novos amigos, mas é ao lado de Frida e David, seus amigos humanos, e Alfur, seu pequeno companheiro elfo, que Hilda vive as diversas aventuras pela cidade, aprendendo a viver em um lugar mais cheio de pessoas e com o sobrenatural mais afastado.

No começo é legal vermos Hilda se aventurando pelas florestas atrás de gigantes e trolls, e buscando uma forma de ajudá-los em seus problemas, e quando ela precisa se mudar para a cidade grande, ela se vê em uma batalha entre pequenos elfos e a vontade de expulsá-la e sua mãe do local. É com os gigantes que ela acaba sendo obrigada a ir para a cidade, pois eles pisam em sua casa.

E sem entrar em detalhes, a forma como ela se conecta ao Grande Corvo logo no começo de sua vida na metrópole que a faz ver que há um mundo fascinante ali também, e que ela pode fazer a diferença. Quando ela se junta a Frida e David, sua amiga com mania de planejamento e desejo por insígnias e seu amigo medroso e amante dos insetos, que ela entra nas mais diversas aventuras para aprender a conviverem em paz.

A jornada de Hilda é deliciosa, os amigos que faz no caminho, os encontros com as marras, as demônios dos pesadelos, são ótimos, assim como conhecer os vittras do subsolo, ou os duendes dos vãos de casa, tudo é apresentado de forma inocente e cheia de curiosidade, e é certo que o roteiro acaba ajudando, por ser veloz e não ficar se pegando em explicações, deixando a trama fluir e nos acolher.

Hilda ainda tem a seu favor uma trilha sonora dinâmica, que nos momentos de aventura nos deixa ansiosos e empolgados ao lado da protagonista, e o traço é algo sensacional. Luke Pearson tem uma protagonista forte e inteligente, e todos ao seu redor complementam a trama.

Entre no universo de Hilda e seja contagiado por ele.

Hilda tem disponível todos os seus 13 episódios na Netflix.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.