A Garota que Conquistou o Tempo | Crítica

Baseado no romance de 1967, A Garota que Conquistou o Tempo (Toki wo Kakeru Shoujo, 2006), é uma linda história sobre viagem no tempo, com um bom toque de drama.

Makoto é uma garota do ensino médio super animada, mas que tem um péssimo dia: chega atrasada na sala, causa um incêndio na aula de culinária e ainda tem um teste surpresa. Porém, o seu dia, assim como a sua vida, muda completamente ao encontrar no laboratório de ciências um objeto que a faz voltar no tempo! Precisamente falando, saltar no tempo, já que toda a vez que a protagonista pula, ela literalmente salta no tempo e volta no momento do passado que quiser.

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A partir de então vamos conhecendo melhor os dois amigos de Makoto, Chiaki (o meu personagem preferido) e Kousuke, que formam um trio bastante carismático, sendo que um deles guarda um enorme segredo. À medida que a história passa o suspense aumenta, uma vez que Makoto não muda apenas simples acontecimentos como estudar para o teste que ela já sabia que iria acontecer, ela muda a vida das pessoas ao seu redor, principalmente a de seus amigos. No entanto, Makoto é só uma garota que sente medo de escutar a confissão amorosa do amigo e que só quer que tudo termine bem, mas as consequências de seus atos não são tão leves quanto ela imagina.

O enredo, apesar de não ser super original, agrada bastante pela ótima animação e pelos personagens que são bem explorados. Makoto não é uma típica garota meiga e dócil, ela é ágil, forte, destemida, uma personagem que foi bastante desenvolvida. Até mesmo os clichês surpreendem pela forma com que são mostrados, por meio de uma trama bem envolvente.

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Resumindo, dirigido por Mamoru Hosoda, A Garota que Conquistou o Tempo vai com certeza conquistar aqueles que gostam de uma boa ficção científica com ação, drama e um pitada de romance e já é quase um filme clássico pra quem gosta de animações orientais.