Fullmetal Alchemist #17 | Resenha

E a ida para a parte norte não esfriou em nada a trama de Fullmetal Alchemist, muito pelo contrário, finalmente temos Ed e Al fazendo uma maior ligação com o grupo de Armstrong e dando lhe motivos para se voltar contra a forma como o exército está agindo.

Gostei da forma como fomos apresentados a Preguiça e seu trabalho em agir no subterrâneo. Sua escapada em Briggs é importante para eles compreenderem a dimensão dos poderes dos Homúnculos e a chegada do general e Kimbler ao local só piora a sensação de Armstrong.

O mais interessante da trama acaba ficando pela descoberta de que sob a cidade estão criando um símbolo de transmutação humana, o que pode vir a matar inúmeras pessoas e criar uma pedra filosofal gigantesca com tantas almas. E sabendo da insistência dos irmãos Elric, o exército manda levarem Winry até eles, mas tem algo maior por trás.

Outro ponto bacana é a maneira como apresentaram mais sobre Von e seu relacionamento com Trisha, e principalmente com os filhos Ed e Al. Von amava a esposa e os filhos, mas tinha que se afastar por conta de não se compreender. A cena da foto e do sorriso, com ele na verdade chorando, foi bem bacana, e quero ver até onde ele irá na história.

Como sempre falo, eu não acompanhei nem o mangá, nem o anime assim que saíram, e resolvi ter essa experiência agora, com o relançamento da Editora JBC. A qualidade da história, que é sensacional, e até do trabalho que a editora está fazendo com o produto, tem me cativado, mas são os personagens quem falam por si e são desenvolvidos de forma sensacional.

Os desencontros dos irmãos Elric, a manipulação do exército, o desejo de vingança de Scar e até a forma como a pequena May se posiciona de maneira tão forte. Tudo é bacana dentro do mangá.

FICHA TÉCNICA

Título: Fullmetal Alchemist #16
Autor: Hiromu Arakawa
Editora: JBC
Ano: 2018
Gênero: Ação, Aventura
Páginas: 192
ISBN: 978-85-457-0382-2

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.