Emoji – O Filme | Crítica

Em Emoji – O Filme temos uma comédia‍ ‍‍‍com algumas poucas piadas que funcionam, mas que conta uma história com um roteiro bem simples sobre ser você mesmo, amizade e claro muita tecnologia envolvida. Talvez os produtores do filme até tinham a melhor das intenções (uma diferente de tentar ganhar dinheiro), mas a animação pareceu um grande episódio do Saturday Night Live, especial americano que varia entre ser um Zorra Total das antigas com um episódio de Porta dos Fundos. Por causa dos atores envolvidos na dublagem original isso fica mais claro ainda, principalmente com nomes como TJ Miller, Anna FarisMaya Rudolph que são figurinhas fáceis em comédias besteirol americano de gosto duvidosos. ‍

Mesmo com um tom mais infantil e com um foco para jovens o filme até é engraçadinho, passa um ar de despretensioso, faz piada com a internet e as grandes marcas como Candy Crush, Spotify, Dropbox e o app Just Dance como se fosse uma grande vitrine de licenciamento desses produtos. Talvez funcione com o público de 7-10 anos mas não com todo mundo.

Foto: Sony Pictures Animation

Em Emoji – O Filme, conhecemos a cidade de Textópolis, que fica dentro de um aplicativo de mensagens e é um local onde os emojis vivem e trabalham. Nesse mundo, todos eles tem apenas uma função mas Gene, um emoji que deveria ter o rosto de indiferente não consegue manter uma única expressão. Quando a gerente do serviço de mensagens, Sorrizete, a emoji com um grande sorriso e que age de uma forma meio assustadora (uma das poucas coisas que funcionam no filme) percebe essa falha, ela começa a fazer de tudo para manter o mundo das mensagens “perfeito”.

Assim, quando uma ameaça muito maior, Alex ‍o dono do celular resolve levar o aparelho para a assistência técnica, Gene se junta com atrevido emoji Bate-Aqui e a emoji hacker Rebelde ‍para procurarem uma forma de salvar não só o emoji em apuros das garras da vilã mas como também salvar o celular todo de ser restaurado.

Foto: Sony Pictures Animation

A história como falamos é simples, não é nada como um Detona Ralph (2012) e Divertida Mente (2015) da Disney em termos de narrativa e personagens carismáticos e muito menos tem a sagacidade de Shrek (2011) da DreamWorks, mas os desenhos de Emoji – O Filme são bem feitos, a computação gráfica também e a dublagem brasileira tá muito boa com adaptações interessantes para o jeitinho brasileiro. O que peca mesmo é roteiro fraco, que diferentemente de Uma Aventura Lego (2014), por exemplo, se utiliza muito do excesso de divulgação dos produtos e aplicativos. Como se você se fosse descolado e interessante se tiver certos apps.

A trama até flui bem, mas sempre aparece uma justificativa de usar um emoji aleatório, seja ela uma boneca com vestido vermelho e flor na boca ou um emoji de cocô, a qualquer hora e de qualquer jeito, afinal um emoji parando na nuvem, acessando firewalls e etc não é nada convencível e até os pequenos devem saber sobre isso. Diferente de Toy Story (1995) e até de Meu Malvado Favorito (2010) que foram feitos já pensando nas comercialização de produtos Emoji – O Filme já isso de maneira bem mais descarada e pobremente executada.

Assim, a animação até diverte em poucas partes, mas força muito situações em que fazem ele parecer um grande comercialzão. Lógico que os emoji são parte das novas vidas, mas eles mereciam ganhar um filme só deles? Não. E isso já diz bastante se você entrou nessa crítica ✍com dúvidas se deveria ou não esse filme!

Nota do Crítico:

Emoji – O Filme chega aos cinemas em 31 de agosto.